quarta-feira, 19 de setembro de 2007

SEU JORGE VOLTA A SÃO PAULO E FAZ SHOWS DE PRÉ-LANÇAMENTO DO NOVO CD


Um dos artistas brasileiros de maior representatividade no mercado internacional, o carioca Seu Jorge volta a São Paulo para duas apresentações na Via Funchal, nos dias 20 e 21 de setembro. Os shows terão base em seu próximo trabalho, América Brasil: O Disco, a ser lançado ainda este ano. O novo CD trará onze canções inéditas. Segundo Seu Jorge, será um disco 'pra dançar, com muito suíngue'. Entre os temas, América do Norte, Trabalhador, Mina do Condomínio e Burguesinha.

O repertório do show terá também canções de trabalhos anteriores do músico, incluindo algumas gravadas por ele quando ainda integrante do grupo Farofa Carioca, do qual foi um dos fundadores. Entre os sucessos, Carolina, Cotidiano e temas de David Bowie, interpretados por Seu Jorge no filme A Vida Marítima de Steve Zissou, em que atuou ao lado do norte-americano Bill Murray.

Site oficial: www.uol.com.br/seujorge


SERVIÇO:
SEU JORGE
Dias 20 e 21 de setembro, quinta e sexta-feira, às 22 horas
Via Funchal - Rua Funchal, 65 - Vila Olímpia, São Paulo
Ingressos de R$ 80,00 a R$ 200,00
Informações: (11) 3188 4148 e (11) 3897 4456

terça-feira, 18 de setembro de 2007

PRIMEIRO SINGLE DO NOVO CD DO CPM 22 CHEGA ÀS RÁDIOS


Nesta terça-feira chega às rádios de todo o Brasil Nossa Música, primeiro single de Cidade Vazia, novo CD da banda CPM 22, que será lançado em outubro pela Arsenal/Universal. A canção Nossa Música é de autoria de Wally, guitarrista do grupo

O CPM 22 - Badauí (voz), Wally (guitarra), Luciano (guitarra), Fê (baixo), Japinha (bateria) - vem de um bem sucedido projeto, o MTV Ao Vivo. Por conta desse projeto, o quinteto correu o país numa grande turnê. Cidade Vazia tem produção de Rick Bonadio, Rodrigo Castanho e Paulo Anhaia. O CD traz canções com letras bastante atuais que, segundo os músicos, remete ao primeiro disco, A Alguns Kilômetros de Lugar Nenhum, produção independente de 2001.

FAGNER VOLTA À CAPITAL PAULISTA COM SEU NOVO SHOW


Depois do sucesso das apresentações no Credicard Hall, em junho, Raimundo Fagner volta a São Paulo para novos shows, agora no Citibank Hall, nos próximos dias 20 e 21, da turnê de lançamento do álbum Fortaleza, que chegou às lojas em maio pela Som Livre. Do novo CD estão no repertório do espetáculo, entre outras, as inéditas Colando a Boca e Maria Luiza e releituras de Maria do Futuro (Taiguara) e No Tempo Dos Quintais (Paulinho Tapajós/Sivuca).

O roteiro inclui, também, clássicos como Borbulhas de Amor, Fanatismo, Canteiros, Mucuripe, Deslizes, Revelação e Jura Secreta. Fagner (voz, violão) será acompanhado por Adelson Viana (teclados, acordeon, direção musical), Edmundo Jr. (baixo), Cristiano Pinho (guitarra), Marcos Vinnie (teclados), Hoto Jr. (percussão) e Ricardo Pontes (bateria).

Site oficial: www.fagner.com.br


SERVIÇO:
FAGNER - show da turnê de lançamento do CD Fortaleza
Quinta-feira, 20, às 21h30 e sexta, 21 de setembro, às 22 horas
Citibank Hall - Av. dos Jamaris, 213 - Moema, São Paulo
Ingressos de R$ 40,00 a R$ 80,00
Informações: (11) 6846 6040

DANI LASALVIA LANÇA CD COM SHOW NO SESC POMPÉIA, EM SÃO PAULO


A cantora, compositora e violonista Dani Lasalvia lança seu primeiro CD, Madregaia, em apresentação única no Teatro do Sesc Pompéia, em São Paulo, no próximo dia 20 de setembro. No espetáculo, a artista mostrará algumas das 26 canções que compõem o CD, que é duplo. Entre elas, O Trenzinho do Caipira (Villa-Lobos), Melodia Sentimental (também de Villa-Lobos), Valsinha (Chico Buarque/Vinícius de Moraes), Feixe (Chico César) e Prece do Oh (poema de Cassiano Ricardo musicado pelo Grupo Berroguetto).

Dani Lasalvia (voz, violão, viola caipira, violão corporal) será acompanhada por Cao Alves (violão, bandolim, viola caipira), Clara Bastos (baixo acústico), Felipe Soares (acordeon, piano), Priscila Brigante (percussão) e Fábio Pinheiro (violino, viola clássica). O show terá participações especiais do cantor e compositor Dércio Marques (produtor do CD), do grupo Vozes Bugras, do qual Dani Lasalvia faz parte, e do craviolista Stênio Mendes.


SERVIÇO:
DANI LASALVIA - show de lançamento do CD Madregaia
Quinta-feira, 20 de setembro, às 21 horas
Teatro do Sesc Pompéia - Rua Clélia, 93
Ingressos de R$ 4,00 a R$ 12,00
Informações: (11) 3871 7700
- www.sescsp.org.br

domingo, 16 de setembro de 2007

O SAMBA CERTEIRO DE MARIA RITA


MARIA RITA
Samba Meu
Warner



Todo mundo dizia que a opção de Maria Rita pelo samba em seu terceiro disco era arriscada. Sem dúvida, era. Se ela errasse, teria que aturar críticas ainda mais pesadas que as feitas aos dois primeiros álbuns. Acontece que a moça deu um solene 'cala-boca' nos detratores e nos segmentos mais impiedosos da crítica. Samba Meu é um belo disco, feito por uma cantora que parece ter familiaridade com o gênero. Produzido por Leandro Sapucahy, o CD traz grandes sambas, interpretados com graça e segurança.

Entre outros pontos positivos, a intérprete consegue exorcizar quase que totalmente as comparações com a mãe. Claro que elas nunca desaparecerão de vez, visto que os timbres de Maria Rita e Elis Regina são extremamente parecidos. Mas a cria mostra finalmente brilho próprio, personalidade.


Metade do repertório é de Arlindo Cruz. Os sambas vão do romântico à quase-bossa, passando pelo terreiro. A cantora imprime sabor especial a todos. Os pontos mais altos são o divertido Corpitcho (Ronaldo Barcellos/Picolé), Maltratar, Não é Direito (Arlindo Cruz/Franco), o comovente Cria (Serginho Meriti/Cesar Belieny) e a regravação de O Homem Falou, pérola quase escondida de Gonzaguinha. Ponto para Maria Rita, tomara que ela siga acertando.

Site oficial: www.maria-rita.com

DA PAIXÃO AO INCONFORMISMO


DJAVAN
Matizes
Luanda Records



Se você ouvir o novo CD de Djavan à procura apenas de novidades melódicas ou harmônicas, poderá se decepcionar. Nesse aspecto, Matizes soa igual a outros trabalhos do cantor e compositor alagoano, mas traz como diferencial o viés político/social de algumas letras. Ele já abordou esses temas, é fato, mas aqui pega ainda mais pesado. No que faz muito bem, diga-se. Com precisão e sem rodeios, Djavan esculhamba a orgia fiscal em que se transformou o país na contundente Imposto. Em Delírio dos Mortais, através de metáforas faz uma ode ao Rio de Janeiro realçando suas belezas naturais e a fibra do povo.

O restante do repertório é todo romântico. São baladas, xotes, blues, temas funkeados e valsas-jazz com harmonias intrincadas. Hábil construtor de versos, Djavan traz, do ponto de vista lírico, uma fornada de novas e interessantes criações, casos de Azedo e Amargo, Mea-Culpa, Por Uma Vida Em Paz e Adorava Me Ver Como Sou. As interpretações seguem seguras. Os arranjos, todos de Djavan, privilegiam o acústico, tendência que se mostra cada vez mais forte a cada novo disco. Mais do mesmo? Pode até ser, mas tem qualidade.

Site oficial: www.djavan.com.br

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

GEORGE ISRAEL LANÇA SEGUNDO CD SOLO COM SHOW EM SÃO PAULO


O saxofonista, guitarrista, arranjador, cantor e compositor George Israel, do Kid Abelha, lança pela Som Livre seu segundo CD solo, Distorções Do Meu Jardim. Para marcar a chegada do disco às lojas, apresenta-se neste sábado no Teatro Crowne Plaza, em São Paulo. Israel (voz, sax, guitarra, violão) será acompanhado por Guto Goffi (bateria), Billy Brandão (guitarra), Odeid (baixo) e Alex Veley (teclados). Paulo Ricardo fará participação especial. No repertório, canções do novo trabalho, material da banda Os Britos, mais um projeto paralelo do músico, e sucessos criados por ele para o Kid Abelha e outros intérpretes.


Entre os temas, A Noite Perfeita (Israel/Leoni), Alguém Como Você (parceria com Alvin L, gravada também por Sandy & Junior no recente Acústico MTV), Como Você Já É (dele e Suely Mesquita), Mina (de George Israel, Cazuza e Nilo Romero, produtor do CD), o comovente Curados Ao Sol de Copacabana (Israel/Dadi/Guto Goffi) e uma interessante releitura de As Rosas Não Falam (Cartola). O roteiro terá, ainda, canções de Israel gravadas pelo Kid Abelha como Te Amo Pra Sempre e Grand' Hotel. Vale a pena.

Site oficial de George Israel: www.georgeisrael.com.br


SERVIÇO:
GEORGE ISRAEL - show de lançamento do CD Distorções Do Meu Jardim
Sábado, 15 de setembro, às 21 horas
Teatro Crowne Plaza (no Hotel Crowne Plaza) - Rua Frei Caneca, 1360 - Bela Vista, São Paulo
Ingressos a R$ 30,00
Informações: (11) 3289 0985

UM PAÍS DO OUTRO MUNDO...


Se você é fã de Barry Manilow e aguarda ansiosamente o lançamento do álbum The Greatest Songs Of The Seventies, arme-se de paciência ou prepare-se para colocar a mão no bolso. Comunicado oficial da Sony BMG norte-americana divulgado nesta sexta-feira informa o cronograma mundial da chegada do CD às lojas. Leia e veja se não está faltando alguma coisa: 'O novo álbum do cantor e compositor Barry Manilow, The Greatest Songs Of The Seventies, chegará ao mercado norte-americano na próxima terça-feira, 18 de setembro. O lançamento internacional será também na mesma época. Hoje, 14, o CD sai na Itália, Suíça, Alemanha e Áustria. No dia 17, na Inglaterra, Europa Continental e Ásia. No dia 19 será a vez do Japão. E no dia 22, Austrália e Nova Zelândia.'

Pois bem. As Américas do Sul e Central não estão no cronograma. Assim sendo, o Brasil também não. E por aqui não há sequer previsão de lançamento. Aliás, o único disco da trilogia de Barry Manilow com clássicos do pop a sair no país foi o primeiro, The Greatest Songs Of The Fifties. Mas voltando ao tema inicial, pergunto: estaríamos nós, brasileiros e sul-americanos em geral, fora do Planeta Terra? Seríamos nós marcianos? Eram os Deuses Astronautas? Enquanto essas e outras questões não são respondidas, o jeito é comprar o CD pela internet ou encomendar numa loja que trabalhe com importados. Haja pacîência...

PRINCE DECLARA GUERRA AO YOU TUBE


Primeiro foi Elton John que, inconformado com o fracasso comercial de The Captain & The Kid, seu mais recente álbum (excepcional, diga-se de passagem), pediu publicamente o fim da internet por considerá-la responsável pela disseminação da pirataria. Agora é o cantor, compositor, produtor e guitarrista Prince que abre fogo, desta vez contra o YouTube. Advogados do 'fauno de Minneapolis' informaram hoje nos Estados Unidos que entrarão com processo contra o site de exibição de vídeos musicais por veicular material não autorizado, o que infringe a lei de direitos autorais e artísticos.


De acordo com a assessoria de Prince, deverá ser instaurado também processo contra o site de leilões eBay por comercialização de CDs e DVDs piratas do artista. A guerra de Prince contra a pirataria começou oficialmente no dia 15 de julho último. Naquela data, o artista encartou seu novo álbum, Planet Earth (capa ao lado), no jornal inglês Mail On Sunday. Segundo ele, foi uma forma de protesto contra a Sony BMG, que 'não teria trabalhado de modo adequado' seu disco anterior, 3121, de 2006.


Vale lembrar que a primeira ação afetiva da classe artística contra a pirataria veio em 2000, quando os integrantes do Metallica processaram o então poderoso Napster, site de compartilhamento de arquivos musicais, por disponibilizar a canção I Disappear, que a banda gravara para a trilha do filme Missão Impossível 2. Houve um acordo entre os músicos e o Napster, mas este viu sua força minguar e fechou as portas em março do ano seguinte.

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

TAVITO E ZÉ RODRIX FAZEM SHOW EM SÃO PAULO COM CLÁSSICOS E NOVAS CANÇÕES


A canção Casa no Campo seria suficiente para inscrever Tavito e Zé Rodrix na galeria dos gênios da música popular brasileira. Vencedora do festival de Juiz de Fora em 1971, tornou-se um clássico no ano seguinte, na insuperável gravação de Elis Regina. Ao longo dos anos, ganhou inúmeras releituras no Brasil e em diversos países. Mas Zé Rodrix e Tavito fizeram muito mais.

Uma ótima oportunidade de recordar Casa no Campo e outras canções dos autores, antigas e recentes, feitas em parceria ou não, acontece nesta quinta-feira no Café Aurora, em São Paulo. Tavito e Rodrix apresentarão o show As Pirações, acompanhados por Flávio Andrade (teclados), Paulinho Faria (baixo), Nando Lee (guitarra) e Fábio Schmidt (bateria). Será um espetáculo com boa música e histórias deliciosas, posso garantir. Receberão como convidado o compositor Sonekka, integrante do Clube Caiubi de Música, confraria musical da qual Zé Rodrix é curador. Vale a pena!


SERVIÇO:
AS PIRAÇÕES - show com Tavito e Zé Rodrix
Quinta-feira, 13 de setembro, às 21h30
Café Aurora - Rua Treze de Maio, 112 - Bela Vista, São Paulo
Couvert artístico a R$ 15,00
Informações: (11) 3237 1247

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

MTV BRASIL ANUNCIA OFICIALMENTE O FIM DA PREMIAÇÃO AOS MELHORES CLIPES


A cerimônia de entrega do Video Music Brasil 2007, da MTV Brasil, prevista para o próximo dia 27 no Credicard Hall, em São Paulo, será o retrato da morte de um conceito vencedor. A emissora confirmou, de acordo com o jornal Meio & Mensagem, que apenas uma categoria referente a videoclipes estará no prêmio, a de Clipe do Ano. A decisão tem por objetivo 'adequar' a premiação às novas diretrizes adotadas no início deste ano, em que os clipes foram praticamente banidos da programação, em benefício de 'atrações mais condizentes com o perfil do jovem brasileiro'. Ou seja, programas de 'comportamento'...

A coisa toda tem lógica. Afinal, a emissora musical pertencente ao grupo Abril em sociedade com a norte-americana Viacom, criadora e dona da marca MTV, assumiu a postura canhestra e absurda de reduzir a um número mínimo a veiculação de clipes, substituindo-os por uma enxurrada de programas de auditório de péssimo gosto, reality shows sem conteúdo, mesas redondas esportivas apresentadas por pseudo-humoristas, programas de sexo desprovidos de qualquer embasamento clínico e/ou científico, desenhos animados de qualidade mais que duvidosa, escatologia e congêneres. Quem sintoniza a MTV Brasil hoje encontra seguidos exemplos de aberrações televisivas.


O público para o qual a MTV foi criada, ou seja, os apreciadores de música, ficou órfão no Brasil. Tanto isso é fato que novas e pequenas emissoras, como as paulistanas Mix TV e Play TV, entraram no ar com programas de clipes nos moldes do que a 'velha' MTV fazia. Resultado: ganharam audiência, ao passo que a 'nova' MTV caiu assustadoramente, tanto em número de espectadores quanto - claro - em qualidade. Afinal, saíram Led Zeppelin, Michael Jackson, Madonna e Titãs e entraram e/ou ganharam mais espaço Casal Neura, Gordo Freak Show, Ponto Pê e outras atrocidades. Assim sendo, o VMB 2007 será um prêmio musical na linha de 'melhores discos e artistas do ano'. Nada de novo, criativo ou original. A propósito, o slogan inicial da emissora era 'I Want My MTV', ou seja, 'Eu Quero Minha MTV'. De frase-chamariz, transformou-se em apelo...

CAETANO AO VIVO: SEM NOVIDADES, COM SABOR RETRÔ. E COMPETENTE


CAETANO VELOSO
Multishow Ao Vivo: Cê
Mercury/Universal



Caetano Veloso lança mais um disco gravado ao vivo. Ele e a irmã, Maria Bethânia, têm verdadeira fixação pela coisa, se bem que desde 2001, quando saiu Noites do Norte Ao Vivo, o baiano não vinha com um trabalho registrado diante de uma platéia. Multishow Ao Vivo: Cê é um projeto especial, que inclui o programa transmitido pelo canal a cabo Multishow e um DVD, a ser lançado em breve e com mais faixas. Gravado na Fundição Progresso, no Rio, em 12 de junho último, traz Caetano (voz, violão) acompanhado por Pedro Sá (guitarra, baixo, vocais), Ricardo Dias Gomes (baixo, piano, vocais) e Marcelo Callado (bateria, vocais), a mesma formação de , o disco de estúdio, de 2006.

Produzido por Moreno Veloso, o CD mostra Caetano em repertório que mescla canções de , clássicos e outros temas menos conhecidos. O disco anterior é representado por Outro, Minhas Lágrimas, Não Me Arrependo, Odeio, Homem e Rocks, que chegou a tocar nas rádios com alguma repercussão. Os clássicos do compositor são Desde Que o Samba é Samba, Sampa, London, London, Como Dois e Dois e Fora da Ordem. Caetano Veloso segue cantando bem, com o timbre bonito de sempre, e não traz qualquer novidade como intérprete. Os maneirismos vocais são os mesmos, mas o público adora.


Um dos grandes méritos é o processo de gravação e mixagem, que aproxima o registro de voz do artista e o som da platéia, dando um indisfarçável sabor de gravação ao vivo dos anos 70, quando as técnicas não eram tão evoluídas e o resultado final soava, digamos, menos 'perfeito' e indiscutivelmente mais quente. Aliás, a música brasileira de um modo geral, no que diz respeito aos chamados 'grandes nomes', era outra coisa... Ok, este álbum é retrô sim, mas de bom gosto. Apesar de não conter maiores desafios ou ousadias, tem Caetano em plena forma, dando conta do recado.


Site oficial de Caetano Veloso: www.caetanoveloso.com.br

terça-feira, 11 de setembro de 2007

NA BATIDA DA PALAVRA


VITOR RAMIL & MARCOS SUZANO
Satolep Sambatown
MP,B/Universal



A poesia e a musicalidade refinadas do gaúcho Vitor Ramil encontram companhia perfeita na percussão afiada do carioca Marcos Suzano. Satolep Sambatown, produção da dupla, traz onze canções inéditas de Ramil. Temáticas urbanas e o amor exacerbado são os motes, em letras inteligentes e bem interpretadas. Em todas as faixas, as marcações rítmicas e loops bem engendrados de Suzano se destacam, num mix de batidas acústicas e pré-programadas.

As canções são, sem exceção, inspiradíssimas. Entre elas, Livro Aberto, com linguagem extremamente visual, a embolada O Copo e a Tempestade, recheada de metáforas, e 12 Segundos de Oscuridad, parceria com Jorge Drexler (e que dá, por sinal, título ao seu mais recente trabalho). O cantor e compositor uruguaio faz participação especial, dividindo com Vitor Ramil os vocais em A Zero Por Hora. Outra convidada é a cantora e atriz Kátia B, em Que Horas Não São?. Ritmo e poesia num sincronismo impactante. Um dos grandes discos de 2007.

O SAMBA DE MARCOS SACRAMENTO, PARA FLUMINENSES E FRANCESES


Marcos Sacramento, um dos grandes cantores de samba da nova geração e que foi indicado ao Prêmio Tim por seu ´setimo álbum, Sacramentos (Biscoito Fino), parte na próxima semana para uma série de shows em Paris. Ele fará três espetáculos na capital francesa nos dias 22, 25 e 29 deste mês. Em agosto, O CD Sacramentos foi um dos oito mais executados na FIP, uma das principais rádios daquele país, o que motivou o convite. A FIP tem programação baseada em jazz, blues, pop/rock, música francesa tradicional e a chamada world music. O êxito do disco de Sacramento motivou o convite.

Antes, o cantor faz três shows no interior do Rio de Janeiro. Nesta quarta-feira, dia 12, ele estará no Sesc Niterói. Na sexta, 14, Marcos Sacramento se apresentará no Sesc Teresópolis. No sábado, 15, será a vez do Sesc São João do Meriti. Em todos os espetáculos será acompanhado por Luiz Flávio Alcofra (violão) e Netinho (pandeiro). No repertório, grandes sambas como Desconsideração (Luiz Flávio Alcofra), Mentirosa (Custódio Mesquita/Mário Lago), Meu Lamento (Ataulfo Alves/Jacob do Bandolim), Dama do Cabaret (Noel Rosa), Ilusão (Fátima Guedes), Cai Dentro (Baden Powell/Paulo César Pinheiro) e Sacramentos (Luiz Flávio Alcofra). Excelentes oportunidades para fluminenses e franceses conferirem uma das mais bonitas vozes da música brasileira.

Site oficial de Marcos Sacramento: www.marcossacramento.com.br



SERVIÇO:

MARCOS SACRAMENTO - shows da turnê do álbum Sacramentos
Quarta-feira, 12 de setembro, às 19 horas
Sesc Niterói
Rua Padre Anchieta, 56 - Centro
Ingressos a R$ 4,00 (meia entrada) e R$ 8,00
Informações: (21) 2719 9009

Sexta-feira, 14 de setembro, às 21 horas
Sesc Teresópolis
Av. Delfim Moreira, 749
Ingressos a R$ 2,00 (comerciários), R$ 4,00 (meia entrada) e R$ 8,00
Informações: (21) 2743 6939

Sábado, 15 de setembro, às 20 horas
Sesc São João do Meriti
Av. Automóvel Clube, 66
Ingressos a R$ 4,00 (meia entrada) e R$ 8,00
Informações: (21) 2755 7070

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

POESIA É VIDA!


MONI CORRÊA
Parceria
Mills Records



Carioca criada no Recife, Moni Corrêa sempre teve relação estreita com o verso e a canção, mas há quatro anos passou a se dedicar com afinco ao ato de compor. De lá para cá surgem novas canções constantemente, com diversos parceiros. Moni resolveu reunir algumas delas em Parceria, seu primeiro CD (produzido por Roberto Stepheson), e chamou amigos para dividir os vocais, dado o fato de não estar habituada a cantar. O resultado é muito bonito. São sambas, toadas, xotes e baladas falando invariavelmente do amor, abordado com delicadeza e profundidade.

Entre os temas, Aqui Dentro Do Meu Peito, de Moni e Pedro Moreno, samba interpretado pelos autores, o calango Brasileira das Mil Raças, parceria com Adolar Marin tendo os compositores e Meire Braga nos vocais, o bolero Eu Queria, de Moni e José Carlos Company, com vozes da autora e Márcio Lott, a bossa Meu Enredo (Moni/Dimi Zunquê), dueto com Fernanda Cunha, Sem Medo (Moni/José Carlos Company), canção que tem por tema a esperança, com participação de Claudio Nucci e o xote O Balaio Tá Lotado (Moni/Roberto Stepheson), com a anfitriã e Marianna Leporace. Uma ode à simplicidade e sensibilidade.

VETERANO DO ROCK, LUIZ PAULO SIMAS LANÇA DISCO VOLTADO À MPB


O tecladista cantor e compositor carioca Luiz Paulo Simas, radicado há mais de duas décadas em Nova York, lança seu quarto CD, Cafuné, produção independente do selo Lydjul Discos. Gravado entre Rio e Nova York, o CD traz Simas em repertório próprio, totalmente voltado para a MPB. São onze faixas - duas instrumentais - entre sambas, toadas e canções com forte influência do som de Marcos Valle e Eumir Deodato. Ou seja, melodias ricas, harmonias bem elaboradas, letras interessantes e muito suíngue. Entre os temas, Cabelos Brancos, Cafuné, Sambinha do Chinês, A Revolta dos Mares, Apareci Por Aqui e A Rede, a Brisa e o Som do Mar.

Simas começou a se envolver profissionalmente com a música no final dos anos 60, quando formou o grupo Agora-4. Depois passou para o Módulo 1000, com forte pegada de rock. Em 1978 integrou uma das bandas mais lendárias do rock brasileiro, o Vímana, ao lado de Fernando Gama (que depois seria do Boca Livre), Luiz Maurício dos Santos (que ficaria conhecido como Lulu Santos), João Luís Woerdenbag Filho (Lobão, para os íntimos) e do inglês Richard Davis Court (que anos mais tarde faria sucesso com o nome artístico de Ritchie e gravaria canções como Menina Veneno e A Vida Tem Dessas Coisas). O Vimana, que fazia basicamente rock progressivo, lançou apenas um compacto. Com o fim do quinteto, Simas seguiu na carreira de músico, sendo chamado para vários trabalhos por ser um dos poucos brasileiros a possuir um sintetizador de última geração. Entre outras coisas, foi o criador do 'plim plim', sinal sonoro da TV Globo. Em meados da década de 80 mudou-se para Nova York, onde vive até hoje.


Luiz Paulo Simas fará um show de lançamento de Cafuné nesta quarta-feira, 12 de setembro, na Livraria Letras & Expressões do bairro de Ipanema, no Rio. A base será o repertório do CD. O multitecladista será acompanhado por Daniel Cardona (guitarra), Bruce Henry (baixo), Chico Sá (sopros), Claudio Infante (bateria) e Lila Shakti (vocais). Uma boa oportunidade para o público carioca rever esse craque.


Como adquirir o CD: www.luizsimas.com


SERVIÇO:
LUIZ PAULO SIMAS - show de lançamento do CD Cafuné
Quarta-feira, 12 de setembro, às 21 horas
Livraria Letras & Expressões
Rua Visconde de Pirajá, 276 - Ipanema, Rio de Janeiro
Ingressos a R$ 20,00 - Capacidade: 120 pessoas
Informações: (21) 2521 6110

domingo, 9 de setembro de 2007

ZECA PAGODINHO CRIA SELO E ASSINA DISTRIBUIÇÃO COM EMI


Zeca Pagodinho resolveu levar 'vida dupla' e atuar também do outro lado do balcão. O sambista, um dos campeões de vendagem de CDs e DVDs no país, criou seu próprio selo, o ZecaPagodiscos. O primeiro produto foi gravado na última semana: o CD e DVD Cidade do Samba, com encontros inusitados entre grandes nomes da MPB. Participam do projeto, entre outros, Gilberto Gil, Ivete Sangalo, Martinho da Vila e Ivan Lins. E há, ainda, a presença do cantor e compositor dominicano Juan Luis Guerra, que por sinal será homenageado no Grammy Latino, em novembro próximo.

As gravações aconteceram num espaço na Gamboa, Rio de Janeiro. A produção de Cidade do Samba é de Max Pierre, profissional que já passou por várias gravadoras e até bem pouco tempo era vice-presidente artístico da Universal Music. O CD e o DVD serão lançados no final de outubro, com distribuição da EMI Music. O acordo foi assinado na última quinta-feira. Na foto, a partir da esquerda, Max Pierre, Zeca Pagodinho, Marcelo Castello Branco (presidente da EMI Music Brasil) e Jorge Lopes (diretor nacional de vendas da companhia), na assinatura do contrato.

A BELA CANÇÃO BRASILEIRA


LUCIA RICHER
Fotografia
Albatroz



A cantora paulistana Lucia Richer lança seu segundo CD, Fotografia, com produção e arranjos de Roberto Menescal. Intérprete refinada, estudou violão na infância com Tom Zé e Elza Nogueira, esposa do inesquecível Paulinho Nogueira, e depois no Clam, Clube dos Amigos da Música, do Zimbo Trio. Além de ter belo timbre e ser muito afinada, prova ter bom gosto na escolha de repertório.

A opção é por canções românticas de várias épocas, todas de extremo bom gosto. Lucia Richer dá interpretações comoventes a temas como Lembra de Mim (Ivan Lins/Vitor Martins), Beijo Partido (Toninho Horta), Samba e Amor (Chico Buarque), Da Cor do Pecado (Bororó), Rio de Maio (Ivan Lins/Celso Viáfora) e Todo o Sentimento (Chico Buarque/Cristóvão Bastos). Simples e bonito.

sábado, 8 de setembro de 2007

VINÍCIUS, SEMPRE VIVO


VINÍCIUS DE MORAES
Vinícius em Portugal
Festa



Poeta, compositor, diplomata, boêmio, cidadão do mundo, Vinícius de Moraes teve livre trânsito onde quer que se respirasse cultura. Além de gravar discos como cantor, principalmente ao lado de Toquinho, chegou a fazer trabalhos declamando seu spoemas. O mais raro era este Vinícius em Portugal. Lançado originalmente em vinil pelo selo Festa, do pesquisador Irineu Garcia, em 1969, permanecia praticamente inédito em CD. Digo praticamente porque chegou a ser incluído na caixa com a discografia completa do poeta, editada pela Universal em 2001 mas que ficou alguns meses em catálogo. Agora volta pela própria Festa, que foi reativada por Gracita Garcia Bueno, sobrinha do fundador. A distribuição é da Tratore.

Trata-se de um recital de Vinícius gravado ao vivo na Livraria Quadrante, em Lisboa, há 38 anos. Diante de uma platéia respeitosa e reverente, o poeta declama algumas de suas criações com emoção e intensidade. Entre os poemas, A Uma Mulher, Soneto de Intimidade, O Falso Mendigo, O Desespero da Piedade, Soneto a Katherine Mansfield, Quarto Soneto de Meditação e Sob o´Trópico de Câncer. As declamações são precedidas de detalhadas explicações do autor, nas quais ele situa estilística e cronologicamente cada poema. Além da beleza do material em si, o disco se reveste de um interessante caráter didático, sem soar professoral e/ou enfadonho. Vale a pena.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

PERY RIBEIRO GRAVA CLÁSSICOS AMERICANOS NO CLIMA DA BOSSA NOVA


PERY RIBEIRO
'S Wonderful: Movie'n Rossa
Albatroz



A idéia não é nova: regravar clássicos da canção popular norte-american com a levada da Bossa Nova. Mas justamente para que não soe datado, um projeto desses tem que ser feito por alguém que seja efetivamente do ramo. É o caso de Pery Ribeiro. O cantor, filho de Dalva de Oliveira e Herivelto Martins, deu seus primeiros passos profissionais exatamente durante a explosão do movimento, no início dos anos 60. Portanto, é credenciado o suficiente para cumprir a tarefa. Seu novo disco, o 32o da carreira, traz canções americanas que fizeram parte de trilhas sonoras de grandes filmes.

Com produção e arranjos de Raymundo Bittencourt, 'S Wonderful: Movie'n Bossa é de audição mais que agradável. Pery, em grande forma, dá doses generosas de charme e graça a canções como 'S Wonderful (de George e Ira Gershwin, utilizada em vários filmes, entre eles Sinfonia de Paris), Days Of Wine And Roses (de Henry Mancini e Johnny Mercer, de Vício Maldito), Over The Rainbow (de E.Y. Harburg e Harold Arlen, da trilha de O Mágico de Oz), Secret Love (de Sammy Fain e Paul Francis Webster, de Ardida Como Pimenta), Moon River (outra de Mercer e Mancini, para Bonequinha de Luxo) e Hi-Lili, Hi-Lo (escrita por Helen Deutsch e Bronislaw Kaper para Lili). De qualidade.