quinta-feira, 21 de outubro de 2010

NO AO VIVO MUSIC, A VOZ E O TALENTO DE DANIELLA ALCARPE

DANIELLA ALCARPE 2 - Papo de Músico - 21-10-2010 A cantora paulistana Daniella Alcarpe, um dos maiores talentos da novíssima geração da música popular brasileira, volta ao palco do Ao Vivo Music, São Paulo, nesta quinta, 21 de outubro às 22h30, apresentando canções do seu primeiro CD, Qué Que Cê Qué?, produção independente lançada no início de 2010, e recebendo convidados especiais.

Daniella será acompanhada por João Marcondes (violão, arranjos), Mel van Langendonck (piano) e Luiz Bastos (percussão). No repertório, temas como Vestidim (Zé de Riba), Mais Um Conselho (Zé de Riba), Somos Todos Irmãos (Lucy Casas), Qué Que Cê Qué? (Carlos Careqa) e Apaga o Fogo, Mané (Adoniran Barbosa). O show terá participações especiais da cantora e radialista Shirley Espíndola e do cantor, compositor e jornalista Celso Cardoso. O CD de Daniella Alcarpe estará à venda no local. Vale a pena!

www.cantora.mus.br

SERVIÇO:                      
DANIELLA ALCARPE

Quinta, 21 de outubro, 22h30                                              
Ao Vivo Music – Rua Inhambu, 229 – Moema, São Paulo
Couvert artístico a R$ 20
Informações: – (11) 5052 0072 -  www.aovivomusic.com.br

Clipe de Vestidim (Zé de Riba), com Daniella Alcarpe

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

AS TRILHAS DE LENINE

LENINE - Trilhas LENINE             
Lenine.doc - Trilhas 
Universal

O cantor e compositor pernambucano Lenine inicia a série Lenine.doc, que tem por objetivo compilar canções feitas por ele para novelas e especiais de televisão, trilhas para cinema, teatro e balé e trabalhos de publicidade, com a particularidade de nenhuma delas estar em seus discos.

O primeiro volume tem temas para novelas – Aquilo Que Dá No Coração (Passione, 2010), Agora é Que São Elas (Agora é Que São Elas, 2003), Não Faz Mal a Ninguém (Sete Pecados, de 2007, ora em reprise na TV Globo), Alpinista Social (Lua Cheia de Amor, 1990) – filmes – Quatro Horizontes (Diabo a Quatro, 2004), Como é Bom a Gente Amar (para o documentário A Pessoa é Para o Que Nasce, de 2005) – programas e especiais de TV – De Sabugo a Visconde (Sítio do Picapau Amarelo, 2001), Diversidade (A Terra dos Meninos Pelados (2003), Minha Cidade – Menina dos Olhos do Mar (campanha institucional dos 20 anos da Globo Nordeste, em 2000). Há também material para balé (Violenta, para o espetáculo Breu, do Grupo Corpo, de 2008), para o Ano do Brasil na França (Sob o Mesmo Céu, 2005) e para o CD coletivo Lendas Brasileiras (A Mula Sem Cabeça, 2005). Belíssima ideia, que certamente renderá muitos outros volumes.

www.lenine.com.br

SOM LIVRE REEDITA DISCO DE LUCIANA MELLO

LUCIANA MELLO A Som Livre está reeditando Nêga, quinto disco da cantora Luciana Mello, lançado originalmente em 2007 pelo selo independente S de Samba com distribuição da Brazilmúsica/Atração. Produzido por Jair Oliveira, o CD traz canções inéditas e releituras.

Entre as novidades estão Na Veia da Nêga, parceria de Luciana com o irmão, Jair Oliveira, e com Gabriel o Pensador, que faz participação especial, O Tal do Teu Beijo (Jair Oliveira), Rosas e Mel (também de Jair) e Língua (Claudio Lins/Dudu Falcão). O rol de releituras inclui Na Galha do Cajueiro (de Tião Motorista, sucesso com Wilson Simonal), Lágrimas de Diamantes (Moska), O Samba Me Cantou (Jair Oliveira) e Only You (And You Alone) (de Buck Ram, clássico eternizado pelos Platters). A reedição é igual à versão original.

www.lucianamello.com.br

terça-feira, 19 de outubro de 2010

PACOTE LEGIONÁRIO

LEGIÃO URBANA A EMI recoloca no mercado a partir de 25 de outubro a discografia da Legião Urbana. A banda formada por Renato Russo, Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e, durante algum tempo, por Renato Rocha, tem fieis seguidores que agora são presenteados com três pacotes distintos, todos com áudio remasterizado nos estúdios Abbey Road, em Londres.

Os oito álbuns do grupo – Legião Urbana (1984), Dois (1986), Que País é Este? (1987), As Quatro Estações (1989), V (1991), Descobrimento do Brasil (1993), A Tempestade (1996) e Uma Outra Estação (1997) ganham edições em digipack com material gráfico adicional. Os CDs serão vendidos individualmente e também numa luxuosa caixa, esta com tiragem limitada (apenas duas mil unidades).

LEGIÃO URBANA 2 Além disso, os fãs da Legião terão á disposição os discos em vinil. Os seis primeiros trabalhos da banda, lançados à época também em LP, voltam em edições de capa dupla. A Tempestade e Uma Outra Estação, lançados originalmente apenas em CD, ganham adaptação para vinil, cada um com dois discos. A EMI informa que os produtos da Legião Urbana terão os seguintes preços sugeridos: R$ 350 (box c/ 8 CDs), R$ 29,90 (CDs individuais), R$ 120 (LPs As Quatro Estações e Descobrimento do Brasil), R$ 140 (LPs Legião Urbana, Dois, Que País é Este? e V) e R$ 190 (LPs A Tempestade e Uma Outra Estação). Os valores poderão sofrer alterações de acordo com cada loja.

www.legiaourbana.com.br

NO VITROLA, A VOZ DE RENATA PIZI

RENATA PIZI - Vitrola - 20-10-2010 O VITROLA, talk show semanal criado e produzido por Toninho Spessoto e co-apresentado por ele e Elaine Gomes, transmitido semanalmente pela allTV, traz nesta quarta, 20 de outubro às 16 horas, ao vivo, a cantora RENATA PIZI.

Um dos nomes fortes do circuito independente paulistano, RENATA PIZI se apresenta constantemente em casas como Bar Brahma e Farol Madalena. No VITROLA, além de falar de vida e carreira, mostrará repertório de clássicos da MPB. Vale conferir!

LOGO VITROLA VITROLA
Produção e Apresentação: TONINHO SPESSOTO e ELAINE GOMES 

Convidada em 20 de Outubro: RENATA PIZI
Quarta, das 16 às 17 horas, ao vivo
www.alltv.com.br

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

ROBERTO MENESCAL GRAVA O PAPO DE MÚSICO

ROBERTO MENESCAL - Papo de Músico - 19-10-2010 O PAPO DE MÚSICO, produzido e apresentado pelo jornalista, radialista e produtor musical TONINHO SPESSOTO e transmitido às quintas-feiras das 21 às 22 horas pela USP FM (93,7 Mhz – São Paulo/107,9 MHz – Ribeirão Preto – www.radio.usp.br), terá como próximo convidado o compositor, violonista e produtor ROBERTO MENESCAL. A gravação será no dia 19 de outubro, a partir das 14 horas. O PAPO DE MÚSICO é gravado todas as terças-feiras às 14 horas, no SL Music Hall, espaço de eventos do Souza Lima Ensino de Música, em São Paulo. A entrada é franca.

ROBERTO MENESCAL, capixaba de Vitória, é um dos nomes mais importantes da história da música popular brasileira. Integrante do primeiro time da Bossa Nova, é co-autor de clássicos do gênero como O Barquinho, Telefone, Rio (parcerias com Ronaldo Bôscoli), Adriana (com Lula Freire) e de canções fora do universo da Bossa como Bye Bye Brasil (com Chico Buarque) e Amiga (com Paulinho Tapajós). Além dos citados Menescal tem, entre outros parceiros, Paulo César Feital, José Carlos Costa Netto, Aldir Blanc, Nonato Buzar e Abel Silva. No PAPO DE MÚSICO, mostrará alguns de seus clássicos e relembrará passagens deliciosas que estão no livro O Barquinho Vai... Roberto Menescal e Suas Histórias, da jornalista Bruna Fonte, que também participará da entrevista. A plateia poderá participar com perguntas.

www.robertomenescal.com.br

PAPO DE MÚSICO 3 PAPO DE MÚSICO
Produção e Apresentação: TONINHO SPESSOTO
Gravação
em 19 de outubro com ROBERTO MENESCAL

SL Music Hall (Souza Lima Ensino de Música) – Rua José Maria Lisboa, 745 – Jardins, São Paulo  - ENTRADA FRANCA

No ar todas as quintas às 21 horas pela USP FM  
93,7 MHz (São Paulo)
107,9 MHz (Ribeirão Preto)

www.radio.usp.br

domingo, 17 de outubro de 2010

GAL A TODO VAPOR

GAL COSTA - Caixa 2 GAL COSTA            
Gal Total – Caixa c/ 17 CDs 
Mercury/Universal

A caixa Gal Total, produzida e coordenada pelo jornalista e pesquisador Marcelo Fróes, reune os 15 discos gravados por Gal Costa na Philips/PolyGram, hoje Universal Music, entre 1967 e 1983. Marca também a volta da cantora baiana à gravadora, por onde lançará novo álbum em 2011, com produção de Caetano Veloso. Os discos da caixa foram todos remasterizados. Acompanha um CD duplo, Divina, Maravilhosa, com raridades.

General b2winc O primeiro disco é Domingo (1967), produzido por Dori Caymmi e gravado por ela e Caetano Veloso. Foi a estreia dos dois artistas. Alterna faixas nas vozes de um e outro, e três duetos: Coração Vagabundo, Domingo e Zabelê. Gal Costa (1969), produzido por Maonel Barenbein com arranjos de Rogério Duprat, Gilberto Gil e Lanny Gordin, pontua a psicodelia tropicalista da intérprete, com canções como Não identificado, Se Você Pensa e duetos com Gilberto Gil (Namorinho de Portão, Sebastiana) e Caetano Veloso (Que Pena, Baby). No mesmo ano sai Gal, com arranjos e direção musical de Rogério Duprat e temas como Meu Nome é Gal, Cinema Olympia, País Tropical (participação de Caetano Veloso e Gilberto Gil) e The Empty Boat (com Jards Macalé). Legal )1970), produzido por Manoel Barenbein com arranjos de Lanny Gordin, Jards Macalé e Chiquinho de Moraes, tem um dos maiores sucessos gravados por Gal Costa, a canção London, London, feita por Caetano Veloso em pelo exílio, e Eu Sou Terrível, clássico de Roberto e Erasmo Carlos. Fa-Tal – Gal a Todo Vapor (1971), originalmente um LP duplo, foi gravado ao vivo e produzido por Roberto Menescal (o show teve direção de Wally Salomão). No repertório, releituras de Falsa Baiana, Charles Anjo 45, Sua Estupidez e Assum Preto, entre outras. É um dos discos mais bem sucedidos da carreira de Gal Costa.

GAL COSTA - Índia Em 1972 foi lançado o polêmico (pela capa) Índia, que mostrava detalhes da privilegiada anatomia da cantora. A censura, então com todo o gás, proibiu que o trabalho saísse com aquela capa. Para evitar prejuízos com o material gráfico já impresso, a gravadora optou por vender o álbum envolto num plástico azul, o que aumentou ainda mais a curiosidade do público, acarretando numa grande vendagem. No repertório, temas como Desafinado, Índia e Presente Cotidiano. Foi produzido por Gilberto Gil, com arranjos de Rogério Duprat e Arthur Verocai. Cantar (1974), produzido por Caetano Veloso e Perinho Albuquerque, teve como destaques Lua, Lua, Lua, Lua, Canção Que Morre No Ar, Até Quem Sabe e Flor do Cerrado (dueto com Caetano). Em 1976 Gal Costa gravou seu primeiro disco temático, totalmente dedicado à obra de Dorival Caymmi. Gal Canta Caymmi, produzido por Perinho Albuquerque, teve arranjos dele e João Donato e canções como Vatapá, Só Louco (que fez enorme sucesso após ter sido utilizada como tema de abertura da novela O Casarão), Dois de Fevereiro e São Salvador. Caras & Bocas (1977), também produzido por Perinho Albuquerque com arranjos dele e Tomás Improta, teve como sucessos Tigresa e uma versão em português de Augusto de Campos para Solitude, de Duke Ellington. Em 1978 veio Água Viva, outra produção de Perinho Albuquerque, com canções como Olhos Verdes, Paula e Bebeto, Qual é, Baiana? e O Gosto do Amor (dueto com Gonzaguinha).

GAL COSTA - Fantasia O ano de 1979 marcou o início de uma fase de grande sucesso comercial na carreira da artista com Gal Tropical, produzido por Guilherme Araújo e Roberto Menescal. No repertório, sucessos como Noites Cariocas, Estrada do Sol, Dez Anos, Força Estranha e principalmente Balancê. Aquarela do Brasil (1980) trazia somente canções de Ari Barroso, entre elas É Luxo Só, Camisa Amarela, Na Baixa do Sapateiro, Folha Morta, No Tabuleiro da Baiana (dueto com Caetano Veloso). Foi produzido por Roberto Menescal e Guilherme Araújo, com pesquisa de repertório a cargo de Paulo Tapajós. Fantasia (1981) é o disco de maior sucesso na carreira de Gal Costa até hoje. Produzido por Mariozinho Rocha com arranjos de Lincoln Olivetti, Gilson Peranzzetta e Guto Graça Mello, teve como sucessos Festa do Interior, Faltando Um Pedaço, Meu Bem, Meu Mal (que foi tema da novela homônima), O Amor, Massa Real e Açaí (com participação do Roupa Nova). Em Estrela, Estrela, Gal conta com deslumbrantes dobras de voz a cargo de Zé Luiz Mazziotti. Minha Voz (1982) foi outro sucesso estrondoso. Produzido por Mariozinho Rocha com arranjos de Lincoln Olivetti, Gilson Peranzzetta, Eduardo Souto Neto e do grupo Roupa Nova, teve como destaques Luz do Sol (que ela regravou para o filme Índia, a Filha do Sol), Azul, Dom de Iludir e Bloco do Prazer. Em 1983 veio Baby Gal, que marcou o encerramento do vínculo da cantora com a PolyGram (no ano seguinte ela se transferiu para a BMG Ariola).  Seguramente um dos seus discos mais pop, também foi produzido por Mariozinho Rocha, hoje diretor musical da TV Globo. Como sucessos Rumba Louca, Mil Perdões, Sutis Diferenças, Eternamente e Baby (com participação do Roupa Nova).

GAL COSTA - Divina Maravilhosa O CD duplo Divina, Maravilhosa tem 28 gravações raras de Gal Costa, extraídas de discos de outros intérpretes, trilhas sonoras e projetos especiais. Entre elas Dadá Maria (dueto com o autor, Renato Teixeira, quando a cantora ainda se assinava Maria da Graça; a dupla defendeu a canção no Festival da TV Record de 1967), Você Não Entende Nada (de Caetano Veloso, lançada em compacto no ano de 1971), De Amor Eu Morrerei (Dominguinhos/Anastácia, de um compacto de 1974), Teco-Teco (Pereira da Costa/Milton Vilela, lançada em compacto de 1975), Modinha de Gabriela (de Dorival Caymmi, da trilha da novela Gabriela, de 1975 e lançada também em compacto), Detalhes (de Roberto e Erasmo Carlos, dueto com o Tremendão do álbum Erasmo Carlos Convida, de 1980) e Sonho Meu (samba de Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho, dueto com Maria Bethânia do álbum Álibi, de 1978). Todos os discos da caixa trazem reprodução da capa e contra-capa original, exceção feita a Gal Canta Caymmi, cuja foto não pode ser reproduzida por questão de direitos autorais, o que obrigou a Universal a providenciar outra arte, inferior à original. Gal Total é trabalho de fôlego, que dá uma visão bastante abrangente de uma fase de ouro da carreira da cantora.

www.galcosta.com.br

DOCES HISTÓRIAS NO MACIO AZUL DO MAR

ROBERTO MENESCAL O BARQUINHO VAI… ROBERTO MENESCAL E SUAS HISTÓRIAS 
Bruna Fonte 
Vitale

A jornalista Bruna Fonte presta serviço de valor inestimável à música brasileira com seu livro O Barquinho Vai… Roberto Menescal e Suas Histórias. Com sabedoria, a autora paulista muda o caminho habitual de relatos biográficos para o rumo de uma deliciosa coleção de histórias de vida, música e convivência. A importância de Roberto Menescal para a história da Bossa Nova e da MPB no seu todo é um dos componentes desta obra exemplar. Há generosos espaços para que o ser humano Menescal exponha suas ideias e conviccções.

ROBERTO MENESCAL e BRUNA FONTE Bruna Fonte (na foto com Menescal) consegue acrescer à narrativa de Menescal o necessário suíngue jornalístico. São histórias e, ao mesmo tempo, uma grande reportagem. Está tudo ali: as primeiras reuniões da ‘turma da Bossa’, a amizade com Nara Leão e Ronaldo Bôscoli, os primeiros shows, a explosão mundial do gênero, o trabalho de Menescal como executivo da indústria fonográfica, o relacionamento e parceria com artistas. E tudo funciona como uma via de mão dupla, pois são coletados também depoimentos sobre o compositor, violonista, cantor e produtor, dados com emoção por, entre outros, Ivan Lins, Paulo Coelho, Lula Freire, Oswaldo Montenegro e pela mulher e filhos. O livro emociona já de saída, com a carta que Bruna escreve a Menescal agradecendo ao músico por ter embarcado com ela no projeto, e pelo prefácio de Paulo Coelho. Outro ponto positivo: pensamentos e reflexões do músico aparecem também em destaque e acabam funcionando como fios condutores da agradável leitura. Uma obra feita com emoção, talento e sensibilidade. Documento imprescindível para a memória artística do Brasil.

136 páginas 
Formato: 21 x 28 cm
Preço: R$ 30,00 

SOM SEM FRONTEIRAS

WANDERLÉA WANDERLÉA           
Nova Estação Ao Vivo 
Canal Brasil/Lua Music

De todas as estrelas da Jovem Guarda, Wanderléa é quem teve coragem de enfrentar seus ditames e gravar algo radicalmente diferenciado. Foi assim no final dos anos 70, quando fez um disco com Egberto Gismonti, foi assim em 2008 com o CD Nova Estação (indicado ao Grammy Latino e premiado pela APCA, Associação Paulista dos Críticos de Arte, como Melhor Álbum de MPB) e é agora com sua consequência natural, o DVD Nova Estação Ao Vivo. Produzido por Thiago Marques Luiz e pela própria Wanderléa, o trabalho foi gravado no Teatro Fecap, São Paulo, em junho de 2009, em parceria da Lua Music com o Canal Brasil.

O repertório é basicamente o do disco homônimo. Wanderléa empresta brejeirice, doçura e charme a todos os momentos, não esquecendo das doses de dramaticidade quando necessário. Canta belas canções como Nova Estação (Luiz Guedes/Thomas Roth), Dia Branco (Geraldo Azevedo), Mil Perdões (Chico Buarque), Uva de Caminhão (Assis Valente), Se Tudo Pode Acontecer (Arnaldo Antunes/Alice Ruiz/João Bandeira/Paulo Tatit), Mais Que a Paixão (Egberto Gismonti/João Carlos Pádua), Choro Chorão (Martinho da Vila) e Todos Estão Surdos (Roberto Carlos/Erasmo Carlos). Falando em Robetto e Erasmo, os companheiros de Jovem Guarda assinam o surpreendente Samba da Preguiça, oferecido na época a Nara Leão mas não gravado por ela. O show tem participações especiais de Arnaldo Antunes (em Se Tudo Pode Acontecer), Ubaldo Versolato (clarinete em Mil Perdões) e do grupo Ó do Borogodó (em Uva de Caminhão, Choro Chorão e Brasileirinho). A direção musical é do guitarrista e arranjador Lalo Califórnia, marido da intérprete. Cantando cada vez melhor e mostrando mais uma vez que seu ofício não tem fronteiras de estilo, Wanderléa encanta. Belo trabalho.

www.wanderlea.com.br

Duração total: 80 minutos
Extras: making of, galeria de fotos
Áudio: Dolby Digital 5.1, Dolby Digital 2.0

Wanderléa e Arnaldo Antunes em Se Tudo Pode Acontecer, do DVD Nova Estação Ao Vivo

sábado, 16 de outubro de 2010

NOTAS MUSICAIS # 83

SANTANA SANTANA – Guitar Heaven: The Greatest Guitar Classics Of All Time – Arista/Sony – Mesmo aderindo ao sistema ‘pastelaria’, ou seja, os famigerados ‘projetos especiais’, o guitarrista Carlos Santana soa acima da média. Aqui, clássicos do rock que se caracterizam por riffs marcantes ou por terem sido criados por grandes guitarristas. Em cada faixa Santana tem um convidado, o que nem sempre é bom negócio. A coisa dá certo em Whole Lotta Love (do Led Zeppelin, com vocais de Chris Cornell (Soundgarden)), Can’t You Hear Me Knocking (dos Stones, vocais de Scott Weiland (Stone Temple Pilots)), Little Wing (de Jimi Hebdrix, com Joe Cocker na voz, a melhor faixa do disco) e no blues I Ain’t Superstitious (de Willie Dixon, com Jonny Lang nos vocais). Em outros momentos, como Sunshine Of Your Love (do Cream, com vocais de Rob Thomas (Matchbox Twenty)) e Smoke On The Water (do Deep Purple, com vocais de Jacoby Shaddix, do Papa Roach), a coisa desanda pela performance dos vocalistas e por conta dos arranjos, embora Santana faça solos demolidores. Não fossem alguns exageros, o resultado poderia ser bem melhor. Mas o músico não sai chamuscado. www.santana.com

JOHN LEGEND JOHN LEGEND – Wake Up! – Columbia/SonyJohn Legend, o mais talentoso cantor da sua geração, traz em seu novo CD canções obscuras do repertório soul mescladas a clássicos do gênero. O resultado é devastador, no melhor sentido. O ouvinte é transportado para o universo de templos sagrados do soul como as gravadoras Atlantic, Stax/Volt, Philadelphia International e Motown (esta em menor proporção). Entre as canções, petardos como Wake Up Everybody (original de Harold Melvin & The Blue Notes), Our Generation (Ernie Hines), Humanity (Love The Way It Should Be) (Royal Rasses & Prince Lincoln Thompson), I Can’t Write Left Handed (Bill Withers) e I Wish I Knew How It Would Feel To Be Free (Nina Simone). Há apenas uma canção inédita, Shine, escrita por Legend para o filme Waiting For Superman, que fala da decadência do sistema educacional americano. A ideia do álbum nasceu quando do engajamento do cantor na campanha presidencial que elegeu Barack Obama. Aula de boa música e sensibilidade. www.johnlegend.com

DAVE MATTHEWS BAND 2 DAVE MATTHEUS BAND – Live In Rio – RCA/Sony – O grupo do guitarrista, cantor e compositor Dave Matthews vem sendo presença constante em palcos brasileiros. No último final de semana Matthews participou do festival SWU realizado em Itu, no interior de São Paulo. Aproveitando a ocasião da nova visita do músico, a Sony lança no mercado brasileiro o álbum duplo Live In Rio, com a apresentação da Dave Matthews Band no Vivo Rio em 2008. Em total sinergia com a plateia, Dave traz versões emocionantes para hits como Bartender, Warehouse, Stay Or Leave, Say Goodbye, Satellite, Don’t Drink The Water, Burning Down The House e Two Step. A mescla de rock, soul e folk da banda continua eficiente. www.davematthewsband.com

KT TUNSTALL KT TUNSTALL – Tiger Suit – Virgin/EMI – Depois do enorme sucesso da deliciosa Suddenly I See, multiplicado quando da inclusão na trilha do filme O Diabo Veste Prada, a cantora e compositora inglesa KT Tunstall se transformou numa das queridinhas da moderna cena do pop/rock, fazendo bem sucedidos concertos em vários países, inclusive o Brasil. Lança agora seu quarto álbum, Tiger Suit. A mescla de blues e rock segue eficiente. KT, com sua voz rascante e belos riffs de guitarra, mostra canções gostosamente grudentas como Uummannaq Song, Push The Knot Away, a dançante Glamour Pass, Fade Like a Shadow e Golden Frames, todas de autoria própria, com ou sem parceiros. Vale a audição. www.kttunstall.com

BOY GEORGE 2 BOY GEORGE – Ordinary Alien – LAB 344 – O cantor e compositor inglês George O’Doud, mais conhecido como Boy George, pouco ou nada lembra hoje em dia o que foi nos tempos do Culture Club, uma das sensações dos anos 80. Se naquela época seu som gravitava entre pop, reggae e ska, hoje o flerte é descaradamente com o eletrônico (O’Doud é também DJ), como prova seu novo álbum. Concebido para agitar as pistas de dança, traz temas como Amazing Grace (sucesso na Europa), Yes We Can, Don’t Wanna See Myself, After Dark e If I Were You. A edição brasileira vem com duas faixas bônus, Kill The A&R (traduzindo para o bom português, ‘mate o diretor artístico’) e Look Pon U. www.boygeorgeuk.com

WISIN & YANDEL WISIN & YANDEL – The Best Of Wisin & Yandel – Universal – A Universal Music lança no mercado brasileiro esta coletânea de hits da dupla portorriquenha Wisin & Yandel, especializada em reggaeton. Vencedores de diversos prêmios de peso, entre eles o Grammy Latino, estão entre os nomes mais populares da novíssima geração da música latina, com sua bem equilibrada mistura de reggae e hip hop e canções com letras falando abertamente de sexo. Têm sete discos lançados. Esta compilação traz hits como Ella Me Ama (participação do rapper Akon), Sexy Movimiento (com Nelly Furtado), Mujeres In The Club (com a presença do rapper 50 Cent), Abusadora, Me Estas Tentando e Pam Pam. Acompanha DVD com sete clipes. www.wisinyandelpr.com

NO FORA DE SÉRIE, AS MEMÓRIAS MUSICAIS DE PHIL COLLINS

PHIL COLLINS O FORA DE SÉRIE, programa criado, produzido e apresentado pelo jornalista, radialista e produtor musical Toninho Spessoto, que mostra clássicos e raridades do pop/rock internacional e é transmitido semanalmente pela USP FM,traz neste domingo, 17 de outubro às 14 horas, especial com as canções de GOING BACK, álbum que marca o retorno do inglês PHIL COLLINS, depois de felizmente desistir da aposentadoria anunciada há dois anos.

PHIL COLLINS 3 No disco ele interpreta canções que foram importantes em sua formação musical, principalmente clássicos da Motown. No FORA DE SÉRIE você ouvirá as releituras de Phil Collins para temas como (Love Is Like a) Heatwave, Uptight (Everything’s Alright), Para Was a Rolling Stone, I Never Dreamed You’d Leave In Summer, Standing In The Shadows Of Love e Going Back. Vale a pena ficar na sintonia!

www.philcollins.com

FORA DE SÉRIE FORA DE SÉRIE – domingos, das 14 às 15 horas
Produção e Apresentação: Toninho Spessoto 
Em 17 de Outubro:
GOING BACK, novo álbum de PHIL COLLINS

USP FM 
93,7 MHz - São Paulo
107,9 MHz - Ribeirão Preto

www.radio.usp.br

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

PASSAPORTE CARIMBADO

MARCOS VALLE MARCOS VALLE             
Samba ‘68 
Dubas

Considerado um dos melhores melodistas da música brasileira, Marcos Valle foi um dos protagonistas da chamada ‘segunda geração da Bossa Nova’ ao lado de Dori Caymmi, Edu Lobo e Francis Hime. Após dois bem sucedidos discos lançados no Brasil e com o sucesso da gravação do organista Walter Wanderley nos Estados Unidos de Samba de Verão, Valle viu as portas do mercado internacional se abrirem com o convite da Verve para que ele gravasse um disco para o mercado americano. Daí nasceu Samba ‘68 que, 42 anos depois, é finalmente lançado no Brasil.

Produzido por Ray Gibert (versionista de grandes clássicos da Bossa Nova) e Bob Morgan e gravado nos estúdios da Columbia em Nova York, o álbum traz Marcos Valle cantando em inglês vários de seus clássicos, em algumas faixas com participação nos vocais de Anamaria Valle. Ele é acompanhado pelos baixistas George Duvivier, Richard Davis e Ron Carter, e pelo saudoso baterista Claudio Slon. Valle se acompanha ao violão. Os arranjos de orquestra, primorosos, são de outro craque, Eumir Deodato. No repertório, canções como If You Went Away (Preciso Aprender a Ser Só), So Nice (Summer Samba) (Samba de Verão), The Answer (A Resposta), Crickets Sing For Anamaria (Os Grilos), Ninety Nine Lollipops (Chup Chup, I Got Away) (título esquisitíssimo para a bela Gente) e The Face That I Love (Seu Encanto). Todas as canções são de Marcos e Paulo Sérgio Valle, á exceção de Pepino Beach (só de Marcos) e Safely In Your Arms (Dorme Profundo), de Marcos Valle e Pingarilho. Disco histórico, que felizmente é agora disponibilizado para o público brasileiro.

www.myspace.com/marcosvalle

NO AUDITÓRIO IBIRAPUERA, O BATUQUE DE CELSO VIÁFORA

Celso_Viafora_por_Barbara_Crepaldi-4360 O compositor e cantor paulistano Celso Viáfora apresenta nesta sexta, 15 de setembro às 21 horas, no Auditório Ibirapuera, em São Paulo, show de lançamento do seu oitavo CD e primeiro DVD, Batuque de Tudo, produção independente. Ele será acompanhado por Sizão Machado (contrabaixo, viola, tres), Webster Santos (guitarras, violões, cavaquinho, bandolim), Thiago Rabello (bateria) e pelo Trio Manari (percussão), de Belém do Pará.

O show, com direção de Helton Altman, terá participação especial de Ivan Lins, Rafael Altério, Vicente Barreto, Caê Rolfsen, Dani Black e Nilson Chaves, todos parceiros de Celso Viáfora. No repertório, canções do novo disco e temas dos trabalhos anteriores do músico. Imperdível!

www.myspace.com/celsoviafora

SERVIÇO:                      
CELSO VIÁFORA, lançando o CD e DVD Batuque de Tudo

Sexta, 15 de outubro, 21 horas                                              
Auditório Ibirapuera – Av. Pedro Álvares Cabral, s/n – Parque do Ibirapuera (portão 2), São Paulo
Ingressos a R$ 30 (estudantes e maiores de 65 anos pagam meia entrada)
Informações: – (11) 3629 1075 -  www.auditorioibirapuera.com.br

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

VIAJANTE DO SOM

ERIC CLAPTON ERIC CLAPTON            
Clapton
Reprise/Warner

Eric Clapton continua fiel à disposição de só gravar o que tenha conexão com suas origens musicais. Clapton, seu novo trabalho, segue o postulado à risca, através de repertório formado basicamente por blues clássicos e releituras de standards americanos. O resultado é um banho de boa música, com sonoridades de blues-rock, do delta do Mississipi e das ruas de New Orleans intercaladas. O homem segue em ótima forma.

O repertório tem petardos como Rocking Chair (Hoagy Carmichael), How Deep Is The Ocean (Irving Berlin), My Very Good Friend The Milkman (Johnny Burke/Harold Spina), Everything Will Be Alright (J.J. Cale) e Can’t Hold Out Much Longer (Walter Jacobs). Entre os músicos estão craques como Jim Keltner (bateria), Nikka Costa (backing vocals), Abraham Laboriel, Jr. (bateria), Arnold McCuller (backing vocals), Wynton Marsalis (trompete), Allen Toussaint (piano) e Paul Carrack (órgão Hammond). O disco tem participações especiais de J.J. Cale (vocais e violão em River Runs Deep e Everything Will Be Alright) e Sheryl Crow (vocais em Diamonds Made From Rain). Além de cantar, Eric Clapton toca guitarra, violão e bandolim. Grande trabalho.

www.ericclapton.com

 Vídeo release de Clapton, novo álbum de Eric Clapton 

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

NO PAPO DE MÚSICO, O LIRISMO DA BANDA MIRIM

BANDA MIRIM 1 O PAPO DE MÚSICO, talk show criado, produzido e apresentado semanalmente na USP FM pelo jornalista, radialista e produtor musical Toninho Spessoto, traz nesta quinta, 14 de outubro às 21 horas, comemorando a Semana da Criança, a BANDA MIRIM.

Criada em 2004, a BANDA MIRIM é formada por Cláudia Missura, Rubi, Tata Fernandes, Simone Julian, Edu Mantovani, Nô Stopa, Alexandre Faria, Nina Blauth, Lelena Anhaia, Foquinha e Ovídio Filho. Dedica-se a criar, produzir e encenar espetáculos voltados para o público infantil, que combinam as linguagens do teatro, circo e música. No PAPO DE MÚSICO seus integrantes mostram canções de Espoleta, CD recentemente lançado, e conversam com Toninho Spessoto sobre o trabalho.

www.bandamirim.com.br

PAPO DE MÚSICO 3 PAPO DE MÚSICO - quintas, das 21 às 22 horas
Produção e Apresentação: Toninho Spessoto
Convidada
em 14 de Outubro: BANDA MIRIM

USP FM 
93,7 MHz - São Paulo
107,9 MHz - Ribeirão Preto

www.radio.usp.br

terça-feira, 12 de outubro de 2010

NO VITROLA, O SOM DE ÉRIKA MARTINS

ÉRIKA MARTINS - Vitrola - 13-10-2010 O VITROLA, talk show semanal criado e produzido por Toninho Spessoto e co-apresentado por ele e Elaine Gomes, transmitido semanalmente pela allTV, traz nesta quarta, 13 de outubro às 16 horas, ao vivo, o som da cantora e compositora ÉRIKA MARTINS.

Ex-vocalista da banda Penélope, ÉRIKA MARTINS segue bem sucedida carreira solo e atua também no grupo Lafayette & Os Tremendões. No VITROLA, além de falar de vida e carreira, relembrará seus sucessos, reunidos na compilação Curriculum, recentemente lançada pelo selo Discobertas. Vale conferir!

www.myspace.com/erikamartinsoficial

LOGO VITROLA VITROLA
Produção e Apresentação: TONINHO SPESSOTO e ELAINE GOMES 

Convidada em 13 de Outubro: ÉRIKA MARTINS
Quarta, das 16 às 17 horas, ao vivo
www.alltv.com.br

OS DOIS LADOS DA PRODUÇÃO MUSICAL PARA AS CRIANÇAS

Enquanto uns se preocupam efetivamente com a qualidade na produção musical destinada ao público infantil, outros insistem em fórmulas desgastadas que, apesar do sucesso comercial, não acrescentam nada à formação cultural dos pequeninos. Lançamentos recentes representam as duas facções. De um lado, a cantora e compositora Elizabeth Woolley com a simpática e divertida trilha de Urubububu – O Musical. Do outro, a indefectível Xuxa Meneghel com XSPB 10 – Baixinhos Bichinhos, saga que parece não ter fim…

Urubububu – O Musical, CD independente distribuído pela Tratore (www.tratore.com.br) é a trilha de um espetáculo que estreará em 2011 e que tem como enredo as divertidas aventuras do Urubububu, que cuida da preservação ambiental e quer se tornar cantor, e do Lobo Zen, um lobo mau já aposentado. O disco é dividido em duas partes. Na primeira estão as canções, e na segunda a história em si, intercalada pelas canções. Além de Elizabeth Wooley participam os atores João Signorelli, Rubens Caribé e William Tucci, além de um grupo de crianças. A produção musical é de Mané Silveira e Thiago Costa. Trabalho simpático, que transmite lições de solidariedade e informações sobre a importância da preservação da natureza. Em suma, que respeita a inteligência das crianças.

XUXA O DVD Xuxa Só Para Baixinhos 10 – Baixinhos Bichinhos (Xuxa Produções/Sony Music), a exemplo dos outros nove volumes da saga, nada acrescenta à formação infantil. Trata-se de um amontoado de canções sem graça sobre animais interpretadas pela apresentadora com sua irritante voz de parcos recursos, entre elas A Dança do Pinguim, A Lebre e a Tartaruga, A Dança do Grilo, O Txutxucão Já Chegou. Participações especiais da dupla Victor & Léo (em Canção do Elefante) e da cantora Maria Gadú (em O Leãozinho, de Caetano Veloso, que Xuxa já gravara em seu primeiro disco fazendo dueto com o autor, ainda nos tempos do Clube da Criança, na extinta TV Manchete). Como extras do DVD making of, jogos e galerias de fotos, além de um teaser sobre a valorosa Fundação Xuxa Meneghel (entidade mantida pela apresentadora realmente preocupada com o bem estar das crianças). Também em CD.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

BADEN, TRÊS VEZES ETERNO

Entre 1979 e 1981 o genial violonista e compositor Baden Powell (1937-2000) gravou três LPs para a WEA brasileira em selo Atlantic, que agora são reeditados em CD pela Warner, em trabalho sob coordenação do jornalista, produtor e pesquisador Marcelo Fróes. São eles O Grande Show (1979), Nosso Baden (1980) e De Baden Para Vinícius (1981).

BADEN POWELL - O Grande Show O Grande Show, produzido por Sérgio Cabral, foi gravado ao vivo no Teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, nos dias 18 e 19 de agosto de 1979. Acompanhado por Saulo Bezerra de Melo (contrabaixo), Lilian Carmona (bateria), Don Bira e Jorginho Cebion (percussão), Baden Powell canta temas belíssimos como Canto de Ossanha (dele e Vinícius de Moraes), Refém da Solidão (parceria com Paulo César Pinheiro), Tempo Feliz (Baden/Vinícius) e Samba de Benção (também dele e Vinícius), além de apresentar versões instrumentais para, entre outros, Se Todos Fossem Iguais a Você (Tom Jobim/Vinícius de Moraes), Samba Novo (Baden Powell), A Lenda do Abaeté (Dorival Caymmi) e Asa Branca (Luiz Gonzaga/Humberto Teixeira).

BADEN POWELL - Nosso Baden Nosso Baden também foi produzido por Sérgio Cabral. Gravado nos estúdios Vice Versa, em São Paulo, traz Baden Powell cantando temas como Mesa Redonda, Cai Dentro e Até Eu, todos dele e Paulo César Pinheiro, e interpretando ao violão clássicos como Odeon (Ernesto Nazareth) e Abismo de Rosas (Canhoto). A edição em vinil vinha acompanhada de um compacto com o instrumental A Estrela e a Cruz. A gravadora promoveu um concurso para escolher uma letra para a música. Bastava que os interessados enviassem á gravadora uma carta com a letra datilografada. A edição em CD traz como faixa bônus a gravação instrumental.

BADEN POWELL - De Baden Para Vinícius De Baden Para Vinícius, co-produzido por Sérgio Cabral e Kauê em 1981, foi uma homenagem de Baden Powell a Vinícius de Moraes, morto no ano anterior. O violonista cantou emocionado temas que compôs com o Poetinha como Velho Amigo, Samba Em Prelúdio, Tempo Feliz, Apelo, Formosa e Deixa, além de versão instrumental para Serenata do Adeus, de Vinícius. No repertório, também, o samba Feitinha Pro Poeta, de Baden e Lula Freire, gravado originalmente pelo Jongo Trio em 1965. Os três discos tiveram áudio remasterizado. Os encartes vêm com letras e ficha técnica completa, além da reprodução das capas e contra-capas originais. Reedições caprichadas.

www.badenpowell.com.br

TERRITÓRIO INDEPENDENTE # 2

RONEY GIAH RONEY GIAH – Queimando a Moleira – Independente/Tratore - O cantor, compositor e guitarrista paulistano Roney Giah lança seu quarto CD, produção independente distribuída pela Tratore (www.tratore.com.br). Giah investe na chamada chamber pop, música pop camerística com excelentes resultados. Seu trabalho é melodicamente rico e liricamente construído com qualidade. As canções falam basicamente de amor e observações do cotidiano, em momento algum resvalando na mesmice. Entre elas Estamos Seguros Embaixo Do Meu Cobertor, Time Is So Still (premiada com menção honrosa no Billboard World Song Contest, da revista Billboard, o que abre o mercado internacional para o artista), Sou a Seta, Vou Doar Meu Coração, Um Fundo Verde, Tire As Coisas do Lugar e Tem. Entre os músicos que o acompanham estão Mário Manga (cello), Alexandre Ribeiro (clarineta) e Dandara Modesto (backing vocals). De qualidade, vale a pena ser ouvido. www.roneygiah.com.br

ANA PAULA DA SILVA ANA PAULA DA SILVA – Pé de Crioula – Crioula Brasil Produções – Cantora, compositora e violonista, a catarinense (de Joinville) Ana Paula da Silva lança seu quinto CD, Pé de Crioula, produção independente. Totalmente dedicado ao samba, traz composições da própria Ana Paula e de vários outros craques no assunto. Entre os temas estão Curiosidade (Wilson das Neves/Cláudio Jorge), Calma (Giana Viscardi/Micho Ruzitschka), Pé de Crioula (Ana Paula da Silva/Serginho Almeida), Me Alucina (Candeia/Wilson Moreira), Negro Coração (Alegre Corrêa/Raul Boeira) e Nuances do Amor (Cláudio Jorge/Mauro Diniz). O disco tem produção e arranjos de Cláudio Jorge. Ana Paula da Silva é intérprete das melhores, com excelente divisão e dona de belo timbre vocal. Se sai bem tanto em sambas dolentes quanto de terreiro. Belo trabalho. www.anapauladasilva.com

MR ZÉ Muito Café MR ZÉ – Muito Café – Azzurra Music (Itália) – O trio Mr. Zé, radicado na Itália e formado pela cantora brasileira Patrícia de Assis e pelos italianos Steve Girotti (violões) e Marco Zanotti (bateria, percussão), faz um belo trabalho de difusão dos elementos musicais afro-brasileiros mesclados a timbres eletrônicos com pitadas de jazz, funk e soul. Neste CD estão temas como Só Tem Banana, Filho de Nanã, Muito Café, Te Procurei, A Presença do Nosso Amor e Brasil Sincero, todos do trio. A percussão de Zanotti é precisa, e os violões de Girotti têm o suíngue exato que as célular ritmicas brasileiras necessitam. A voz de Patrícia de Assis é capítulo à parte. Forte, clara e afinadíssima, passeia com qualidade por todas as melodias. O CD tem participações especiais da cantora Barbara Casini, do violonista e compositor Toninho Horta, do baixista Arthur Maia e de Ronaldo do Bandolim. Vale a pena. www.myspace.com/misterze

ENCANTORIA Mãos ENCANTORIA – Mãos Que Segurei – Independente – O grupo paulista Encantoria realiza diversos trabalhos de difusão da cultura popular através de shows, oficinas, espetáculos de contação de histórias e participação em discos de outros artistas. Lança agora seu primeiro CD, fruto de premiação do PROAC, Programa de Ação Cultural do Estado de São Paulo. O repertório, quase totalmente autoral, tem cirandas, jongos, toadas, marchas, sambas, todos falando de amor, esperança, natureza. Entre os temas estão Essa Coisa Boa, Vida Brincante, Seja Minha Oca, Segredo do Molho e Quero Voar. O Encantoria é formado por Leandro Pfeifer (voz, cavaquinho, violão), Melina Cabral (voz, percussão), Domingos de Salvi (viola caipira), Gustavo Terra (bateria, violão, vocais), Max Vieira (baixo, intervenções poéticas), Lucas Barel (percussão), Flávio Vasconcelos (flauta transversal, violão, vocais), Gilson Caetano (trompete), Rafael de Souza (trombone), João Vitor dos Santos (sax tenor) e Alexandre Martins (brincante). Trabalho bonito, que preserva as tradições culturais genuinamente brasileiras. www.encantoria.com

JULIANA LIMA JULIANA LIMA – O Dom – Independente/Tratore – A cantora e compositora paulista (de Santo André) Juliana Lima lança seu quarto CD, O Dom, distribuído pela Tratore (www.tratore.com.br). Ela mostra ecletismo e bom gosto como compositora e belo timbre vocal. Passeia por samba, soul, bossa, baião e temas jazzísticos. A temática predominante das canções é o amor, seja ele concretizado ou não. Entre as canções estão Devaneios, A Lua Me Disse, Colhendo Estrelas, O Próprio Homem, Nosso Amor, Boa Sorte, Justo Agora e Velha Chama. Juliana Lima é autora de todas, com ou sem parceiros. A moça tem talento, vale conferir. www.julianalimacantora.com.br

domingo, 10 de outubro de 2010

SOLOMON BURKE, MESTRE DA SOUL MUSIC, MORRE NA HOLANDA

SOLOMON BURKE 2 Morreu neste domingo aos 70 anos, no aeroporto de Schiphol em Amsterdã, Holanda, o cantor e compositor norte-americano Solomon Burke, logo após desembarcar de um voo procedente de Los Angeles. Ele se apresentaria na capital holandesa na próxima terça-feira com uma banda local. A causa da morte não foi divulgada, mas os indícios, segundo a polícia local, são de ataque cardíaco.

SOLOMON BURKE 1 Burke ficou conhecido como o ‘Rei do Rock And Soul’. Um dos artistas de ponta do cast da Atlantic Records na primeira metade dos anos 60, alcançou o sucesso com canções como Everybody Needs Somebody To Love, Cry To Me, Home In Your Heart e Down In The Valley. Seu disco mais recente, o excepcional Nothing’s Impossible, foi lançado em abril deste ano. Solomon Burke deixou família numerosa, com 21 filhos, 90 netos e 19 bisnetos.

www.thekingsolomonbourke.com

Solomon Burke interpreta o clássico Everybody Needs Somebody To Love no Top Of The Pops, da BBC, em 2003