sexta-feira, 31 de agosto de 2007

ANNA LUISA ENCERRA TURNÊ COM SHOW PARA O PÚBLICO CARIOCA


A cantora e compositora carioca Anna Luisa encerra neste domingo, 2 de setembro, a turnê de lançamento de seu primeiro CD, Do Zero, com show na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro. No espetáculo, Anna mostrará canções como Cabra-Cega (dela e Emerson Mardhine), Do Zero (Pedro Luís/Seu Jorge), O Osso (Rodrigo Maranhão), Pedacinho da Vida (dela própria), Vale Quanto Pesa (Pedro Luís) e Um Par (de Rodrigo Amarante, gravada originalmente pela banda Los Hermanos).


Do Zero, produzido em esquema totalmente independente, foi considerado com toda justiça um dos melhores lançamentos de 2006 pela crítica especializada, além de ter sido muito bem recebido pelo público. O CD estará à venda no local do show. E nesta sexta-feira, logo após o Programa do Jô, Anna Luisa será uma das convidadas no Som Brasil, na TV Globo, que em agosto homenageia Raul Seixas. A cantora interpretará três clássicos do Maluco Beleza: Ouro de Tolo, Tente Outra Vez e A Maçã.


Clique aqui e conheça o som de Anna Luisa


SERVIÇO:
ANNA LUISA - show de encerramento da turnê Do Zero
Domingo, 2 de setembro, às 20 horas
Sala Baden Powell - Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - Rio de Janeiro
Ingressos a R$ 10,00 e R$ 20,00
Informações: (21) 2548 0421

BARRY MANILOW RECRIA CLÁSSICOS POP DOS ANOS 70 EM NOVO CD


No dia 18 de setembro chega às lojas norte-americanas The Greatest Songs Of The Seventies, novo CD de Barry Manilow. O cantor e compositor, um dos mais populares da história da música pop, segue a esteira do sucesso dos álbuns com canções dos anos 50 e 60, lançados respectivamente em 2005 e 2006. Ambos chegaram ao topo do hit parade na América, feito que deve se repetir com o novo trabalho, que a exemplo dos anteriores sai pela Arista/Sony BMG.

No novo álbum, Manilow interpreta com a competência habitual grandes canções como (They Long To Be) Close To You (de Burt Bacharach e Hal David mas que, apesar de ter feito sucesso com os Carpenters em 1970, foi gravada originalmente pelo ator Richard Chamberlain em 1963), It Never Rains In Southern California (de Albert Hammond, hoje um dos produtores dos discos de Julio Iglesias), My Eys Adored You (gravada por Frankie Valli), How Can You Mend a Broken Heart (Bee Gees), If (Bread) e The Long And Winding Road (Beatles). Em You've Got a Friend (Carole King), Barry divide os vocais com Melissa Manchester. Por enquanto infelizmente não há previsão de lançamento do disco por aqui. A propósito, o único volume dessa trilogia que chegou ao mercado nacional foi o dos anos 50. Fazer o quê, não? Fãs no Brasil Barry Manilow tem, e não são poucos...


Clique aqui e ouça Barry Manilow em It Never Rains In Southern California, do álbum The Greatest Songs Of The Seventies

MEMÓRIAS DO REI


ELVIS PRESLEY
The King/Viva Las Vegas
RCA/Sony BMG



Aparentemente o baú de Elvis Presley secou. Na passagem dos 30 anos de sua morte, a Sony BMG não lançou nada de novo, que despertasse o interesse dos colecionadores mais exigentes. Pelo contrário, colocou no mercado coletâneas requentadas que farão a alegria somente dos não-iniciados no incrível universo do cancioneiro real. A compilação The King traz quatorze clássicos de Elvis. Estão aqui canções inesquecíveis em suas gravações originais originais como Hound Dog, All Shook Up, Jailhouse Rock, Blue Suede Shoes, Fever, Suspicious Minds, Always On My Mind, Love Me Tender e A Little Less Conversation, esta em versão remix. Belo, porém nada animador.


Viva Las Vegas apresenta dezesseis gravações do cantor, sendo quinze ao vivo, registradas em shows nos hotéis International (1970) e Hilton (1972), em Las Vegas. Era o início daquele que seria o mais bem sucedido período da carreira de Elvis. E infelizmente o último. Acompanhado por orquestra e pelo grupo vocal Sweet Inspirations, o Rei canta hits, temas gospel e canções de exaltação ao patriotismo. Entre elas, You've Lost That Lovin' Feelin', Bridge Over Troubled Water, You Gave Me a Mountain, The Impossible Dream, American Trilogy, Let It Be Mee, See See Rider e I Just Can't Help Believin'. A faixa de abertura, Viva Las Vegas, é tema do filme homônimo, de 1963. Os fonogramas dos dois discos foram remasterizados. Ok, Elvis é fundamental, mas ao invés de servir um produto requentado a gravadora bem que poderia reeditar os discos originais, talvez com mais informações e/ou preços convidativos. Seria mais interessante, não?

ÉRAMOS FELIZES... E SABÍAMOS!


FESTA PLOC 80's 2
Vários Intérpretes
Performance Music



Não há como negar: os anos 80 foram deliciosamente divertidos, pelo menos em termos musicais. A discos primorosos de Chico Buarque, Milton Nascimento ou Caetano Veloso, somava-se uma novíssima geração de jovens dispostos a modificar os ditames da chamada 'música brasileira tradicional'. Era o BRock, com suas manifestações difusas que iam da poesia teoricamente contestatória de Renato Russo ás dores de amores de Cazuza, passando por bandas e artistas assumidamente posers. E havia lugar, ainda, para o brega pop. Esse caldeirão sonoro que rendeu muito dinheiro às gravadoras hoje é um belo filão de faturamento de casas noturnas. E as próprias gravadoras passam a reinventar a roda, apostando nos artistas daqueles tempos. A vida como ela é...

A nostalgia chega ao ápice com festas temáticas como a Trash 80's, em São Paulo, e a Ploc 80's, no Rio de Janeiro. Ídolos populares dos anos 80, hoje esquecidos e/ou afastados da mídia, reencontram o calor do público em noites regadas a, no mínimo, gostosas recordações. A festa carioca chega ao seu segundo DVD, gravado ao vivo na Circo Voador. Dos artistas escolhidos, dois continuam em certa evidência: Gretchen e Sérgio Mallandro. A 'rainha do bumbum', descoberta pelo genial produtor argentino Santiago Malnatti, o Mister Sam, aparece mais nos programas de fofocas que em números musicais, seja pelo filme pornô que fez ao lado do novo marido, ou pelas notícias envolvendo a homossexualidade da filha Thammy. O ex-jurado de Silvio Santos e ex-apresentador do polêmico O Povo Na TV segue no ar, agora no cast da TV JB.


No DVD, Gretchen relembra seus clássicos Freak Le Boom Boom e Conga Conga Conga. Mallandro revive Vem Fazer Glu Glu. O elenco traz, também, Adryana (que não esconde a emoção ao ver o público cantar junto I Love You Baby), Marcos Sabino (Reluz), Byafra (Leão Ferido, parceria com Dalto), Kátia (cantora descoberta e apadrinhada por Roberto Carlos, aqui com Qualquer Jeito), Guilherme Isnard (líder do Zero, relembrando Agora Eu Sei, maior hit da banda, e Carta Aos Missionários, do Uns e Outros, banda que, por sinal, voltou á ativa), Cid Guerreiro (com Ilariê e Tindolelê, que fez especialmente para Xuxa), Alex Gil (ex-integrante do Polegar, com Dá Pra Mim), Luciano Nassyn (ex-Trem da Alegria, com Thundercats) e os grupos Kaoma (Chorando Se Foi, clássico da lambada), Graffite (com a inesquecível Mamma Maria), Os Abelhudos (O Dono da Terra), Sangue da Cidade (Dá Mais Um) e, para alegria dos marmanjos, As Paquitas (Lua de Cristal). E há Fernando Deluqui, ex-RPM, um tanto deslocado em Nós Vamos Invadir Sua Praia, do Ultraje a Rigor. É nostálgico, é divertido, é bacana. Bons tempos aqueles...


Duração total: 101 minutos
Extras: entrevistas
Áudio: Dolby Digital 5.1, Dolby Digital 2.0
Região 0 (roda em qualquer aparelho)

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

JORGE DREXLER LANÇA NOVO CD COM SHOWS EM SÃO PAULO E BRASÍLIA


O cantor e compositor uruguaio Jorge Drexler, ganhador do Oscar de Melhor Canção em 2005 com a belíssima Al Otro Lado Del Rio, tema do filme Diários de Motocicleta (estrelado por Gael Garcia Bernal e dirigido pelo brasileiro Walter Salles), lança seu novo CD, 12 Segundos de Oscuridad, pela Warner. Fortemente influenciado pela música brasileira, o artista conta neste trabalho com participações especiais de Maria Rita, Arnaldo Antunes e do percussionista Ramiro Mussotto. A produção é de Juan Campodónico.


No repertório, doze canções inéditas de Drexler e releituras para High And Dry, do Radiohead (em inglês) e Disneylândia, dos Titãs (em espanhol). A faixa-título, 12 Segundos de Oscuridad, é parceria com o gaúcho Vitor Ramil. Para lançar o álbum, Jorge Drexler fará shows no início de setembro em São Paulo e Brasília. No dia 4, estará no teatro do Sesc Pinheiros, em São Paulo. Entre os dias 6 e 9, Drexler subirá ao palco do Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília, para shows ao lado de Arnaldo Antunes no projeto MercoSul Musical.

Site oficial de Jorge Drexler: www.jorgedrexler.com


SERVIÇO:

JORGE DREXLER - Show de lançamento do CD 12 Segundos de Oscuridad
Terça-feira, 4 de setembro, às 21 horas
Teztro do Sesc Pinheiros - Rua Paes Leme, 195 - São Paulo
Ingressos a R$ 5,00
Informações: (11) 3095 9400

JORGE DREXLER & ARNALDO ANTUNES - Shows do projeto MercoSul Musical
De quinta-feira, 6, a sábado, 8 de setembro, às 21 horas
Domingo, 9 de setembro, às 20 horas
Centro Cultural Banco do Brasil - SCES Trecho 2, conjunto 22 - Brasília
Ingressos de R$7,50 a R$ 15,00
Informações: (61) 3310 7081

TRIBUTO A UMA VOZ INIGUALÁVEL


MAYSA: ESTA CHAMA QUE NÃO SE APAGA
Vários Intérpretes
Biscoito Fino



Produzido pelo jornalista e pesquisador Thiago Marques Luiz, este CD presta tributo a uma das maiores cantoras brasileiras de todos os tempos: Maysa. Grandes nomes da MPB recriam clássicos do repertório da saudosa intérprete, em seleção musical criteriosa tanto do ponto de vista do conteúdo quanto da escolha dos convidados.

A Maysa compositora é lembrada em momentos como Ouça, na visão emocionada de Alcione, Meu Mundo Caiu, com dramaticidade expressa por Ney Matogrosso, ou na inédita valsa Nós, parceria com o maestro Julio Medaglia, que foi interpretada em público uma única vez por Elizeth Cardoso. Aqui, a voz é da maravilhosa Célia, acompanhada pelo acordeon de Dominguinhos e o violão de Dino Barioni.


Demais (Tom Jobim/Aloysio de Oliveira) tem leitura emocionante de Alaíde Costa. Bom Dia, Tristeza, única parceria de Vinícius de Moraes e Adoniran Barbosa, é revivida por Beth Carvalho. Franqueza (Denis Brean/Osvaldo Guilherme) ganha bela versão de Zélia Duncan. Até Quem Sabe (João Donato/Lysias Ênio) vem na voz soturna de Arnaldo Antunes. Suas Mãos (Antonio Maria/Pernambuco) recebe leitura deslumbrante da maravilhosa Bibi Ferreira.

Maysa foi também incomparável interpretando canções internacionais. Essa faceta é relembrada por Edson Cordeiro em I Love Paris (Cole Porter) e Cauby Peixoto em Ne Me Quites Pas (Jacques Brel). Aliás, Maysa e Cauby estão entre os maiores estilistas da canção em todo o mundo. Completam o time de intérpretes Maria Bethânia, Zeca Baleiro, Claudya, Cauby Peixoto, Olivia Hime, Leila Pinheiro, Fernanda Porto, Carlos Navas, Cida Moreira, Claudette Soares e Leny Andrade. Uma homenagem à altura do talento da inesquecível Maysa.

SIMPLICIDADE POÉTICA


GOZOS DA ALMA
Geraldo Carneiro – Vários Intérpretes
Sesc Rio.Som/Lua Music



Gozos da Alma é o terceiro lançamento da série Poetas da Canção, criada pelo letrista Sérgio Natureza. O focalizado aqui é o jornalista, ensaista roteirista e compositor – além de poeta, claro – Geraldo Carneiro. Suas canções mais conhecidas estão reunidas em novas gravações, algumas com os intérpretes originais.

A poesia de Geraldo é rica, extremamente onírica e sentimental, como provam os versos de temas como o samba Gozos da Alma (parceria e interpretação de Francis Hime), a balada Lady Jane (parceria com Nando Carneiro), a valsa Olha a Lua (dele e do maestro John Neschling) e a canção Palnaço (letra sobre tema de Egberto Gismonti), as três na voz de Olivia Byington.

Entre os outros intérpretes, Zezé Motta (no maxixe Rita Baiana, parceria com John Neschling), Danilo Caymmi (no tango A Flor e o Cais, parceria com Wagner Tiso, e em Choro de Nada, melodia de Eduardo Souto Neto). No choro Falta-me Você, letra de Geraldo Carneiro sobre melodia de Jacob do Bandolim com interpretação de Olivia Hime, o próprio poeta declama parte dos versos. Um CD simples, bonito e emocionante, como a poesia de Geraldinho Carneiro.

ANTROPOLOGIA MUSICAL


RODRIGO LESSA
Das Ilhas Mestiças
Independente



Em seu quinto disco autoral, o bandolinista Rodrigo Lessa empreende saborosa viagem pela miscigenação musical que une Brasil, Cabo Verde e Cuba. As origens dessas bem intencionadas transgressões sonoras datam do ciclo da escravidão. O tráfico de escravos fez com que esses elementos culturais aparentemente distantes se cruzassem, resultando em sonoridades absolutamente envolventes.

Lessa criou, após minuciosa pesquisa, um repertório de enorme beleza com temas como Calango Mindelo, Suave Dengo, Burrito, Sem Vergonha, Equador, Ponto de Bala, Rala Coxa e Das Ilhas Mestiças. São sambas, calangos, sons (o son é um ritmo cubano bastante parecido com o samba em sua essência), mornas (espécie de acalantos, originários de Cabo Verde) e até jazz (sim, o jazz também é de origem africana…).

A acompanhar Rodrigo e seu bandolim, músicos do quilate de Julio Padron (trompete), Nailson Simões (trompete), Eduardo Neves (sax, flauta), Zé Carlos Bigorna (saxofones), Rogério Souza (violão), Luis Louchard Ibaixolão), Jaguara (percussão), Chico Chagas (acordeon), Xande Figueiredo (bateria), Vaiss (guitarra), José Izquierdo (congas), Gabriel Improta (violão), Celsinho Silva (pandeiro, tamborim), Bernardo Aguiar (percussão), Jessé Sadoc (trompete) e do mestre João Donato ao piano (Donato tem a música latina como uma de suas maiores referências). Excepcional!

Como adquirir o CD: www.rodrigolessa.com.br

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

BRASIL TEM POUCOS INDICADOS NAS CATEGORIAS GERAIS DO GRAMMY LATINO


A LARAS, Academia Latina das Ciências de Gravação, divulgou neste terça-feira em Miami Beach a relação dos indicados ao 8o. Grammy Latino, que será entregue no dia 8 de novembro no Mandalay Hotel & Casino, em Las Vegas. O campeão de indicações é o dominicano Juan Luis Guerra, que também será homenageado como Personalidade do Ano pela organização do evento. Guerra está indicado para cinco prêmios. O Brasil terá pouca participação nas categorias gerais.


O cantor Ricky Vallen, revelado no quadro de calouros do Programa Raul Gil, concorre ao Grammy Latino de Artista Revelação. Vallen, que lançou no ano passado o CD Homenagens, disputa o gramofone dourado com a cantora norte-americana Alejandra Alberti, o percussionista cubano Dafnis Prieto e a dupla pop mexicana Jesse & Joy. O bandolinista Hamilton de Hollanda e seu quinteto concorrem na categoria de Melhor Álbum Instrumental com Brasilianos. Caetano Veloso disputa com o troféu de Melhor álbum de Cantor e Compositor. Concorre com o uruguaio Jorge Drexler, os cubanos Silvio Rodriguez e Amaury Gutierrez e o espanhol José Luis Perales.


Os DVDs Multishow Ao Vivo - Ivete No Maracanã, de Ivete Sangalo, e A Série (coleção de treze volumes), de Chico Buarque, concorrem na categoria de Melhor Vídeo de Longa Duração. Ricardo Garcia e Álvaro Alencar disputam o Grammy Latino de Melhor Engenharia de Gravação, pelo Acústico MTV de Lenine. Os artistas plásticos Gringo Cardia e Luciano Cury estão indicados ao prêmio de Melhor Capa respectivamente pelo DVD Biograffiti (Rita Lee) e CD e DVD Ao Vivo - Barbican Theatre, Londres, 2006 (Mutantes). A pianista Clara Sverner disputa o gramofone dourado de Melhor Álbum Clássico com Mozart Volume 3. Forró Pras Crianças, de Zé Renato e artistas convidados, concorre como Melhor Álbum Infantil.


FESTA DOMÉSTICA - As categorias específicas para a música brasileira têm os seguintes indicados:

Melhor Álbum de Música Cristã - Caminho de Milagres (Aline Barros), Deus Está Aqui (Pe. Juarez de Castro), Até Tocar o Céu (Eyshila), Um Novo Tempo (Cristina Mel), Uma Nova História (de Robinson Monteiro, outro ex-calouro de Raul Gil), Elektracustika (Oficina G3)

Melhor Álbum Pop Contemporâneo - Baladas do Asfalto e Outros Blues Ao Vivo (Zeca Baleiro), A Gente Ainda Não Sonhou (Carlinhos Brown), Acústico MTV (Lenine), Pedro Mariano (Pedro Mariano), Prisma (Paulo Ricardo), Multishow Ao Vivo - Ivete No Maracanã (Ivete Sangalo), Carrossel (Skank)

Melhor Álbum de Rock - Eu Nunca Disse Adeus (Capital Inicial), MTV Ao Vivo (CPM 22), Acústico MTV (Lobão), Ao Vivo - Barbican Theatre, London, 2006 (Mutantes), NX Zero (NX Zero)

Melhor Álbum de Samba/Pagode - E Aí? (Jorge Aragão), 40 Anos de Carreira - Ao Vivo No Teatro Municipal Vol. 2 (Beth Carvalho), Do Brasil e Do Mundo (Martinho da Vila), Mart'nália Ao Vivo Em Berlim (Mart'nália), Acústico MTV 2: Gafieira (Zeca Pagodinho)



Melhor Álbum de Música Popular Brasileira - Ao Vivo (Leny Andrade & César Camargo Mariano), Ao Vivo (Gal Costa), Casa de Villa (Guinga), Parceria dos Viajantes (Zé Ramalho), Noites de Gala, Samba na Rua (Monica Salmaso)

Melhor Álbum de Música Romântica - Ao Vivo em Goiânia (Bruno & Marrone), 40 Anos de Sucesso do Bom Rapaz - Ao Vivo (Wanderley Cardoso), Diferente (Zezé Di Camargo & Luciano), Minhas Canções (Fábio Jr.), Eternamente Cauby Peixoto - 55 Anos de Carreira (Cauby Peixoto)

Melhor Álbum de Música Regional ou Raízes Brasileiras - Conterrâneos (Dominguinhos), Brasileira - Ao Vivo (Margareth Menezes), Balé Mulato Ao Vivo (Daniela Mercury), Tributo a Goiá (Sérgio Reis), Trilhas (Naná Vasconcellos)

Melhor Canção Brasileira - Berimbau Metalizado (Miro Almeida/Dória9Duller - gravada por Ivete Sangalo), Carta à Amiga Poeta (Simone Guimarães/Francis Hime - gravada por Simone Guimarães), Não Me Arrependo(Caetano Veloso, gravada pelo autor), Para Lá (Arnaldo Antunes/Adriana Calcanhotto - gravada por Arnaldo Antunes), Rosas (Antônio Villeroy - gravada por Ana Carolina)

A cerimônia de entrega do 8o Grammy Latino será transmitida nos Estados Unidos pela Univisión. Os direitos para o Brasil estão sendo disputados por três emissoras, mas não há nada definido até o momento.


Clique aqui e confira a relação completa dos indicados ao Grammy Latino 2007.

O HUMOR DOS MELHORES DO MUNDO CHEGA AO DVD


A Warner Music anunciou nesta quarta-feira a contratação da Cia. de Comédia Os Melhores do Mundo, uma das grandes revelações do humor brasileiro nos últimos anos. O grupo alcançou popularidade após se apresentar no Programa do Jô em abril do ano passado. Um dos esquetes, a história do inabalável Joseph Klimber, acabou indo parar no YouTube, à revelia dos comediantes. Foi o suficiente para que se transformassem em fenômeno de popularidade.

A partir da presença no programa de Jô Soares e da divulgação do vídeo no YouTube, Os Melhores do Mundo passaram a fazer shows por todo o Brasil, batendo sempre recordes de bilheteria. O contrato com a Warner prevê o lançamento de três DVDs. O primeiro, com o show Notícias Populares, será gravado no próximo final de semana no Canecão (Rio de Janeiro), com lançamento previsto para novembro. É a primeira vez que um grupo de humor entra para o cast de uma gravadora no Brasil.

Os Melhores do Mundo se apresentarão até o final do ano em cidades que ainda não visitaram e voltarão às grandes capitais. Em 2008 a trupe deverá fazer sua primeira turnê internacional, apresentando-se em Portugal. Paralelo ao sucesso no teatro, o humorista Velder Rodrigues, que vive o próprio Joseph Klimber, se destaca no humorístico Zorra Total, da Rede Globo, ao lado de Adriana Nunes. Eles vivem o casal Jajá e Juju. O bordão 'eu tô doido, eu tô doido, eu tô doido" se transformou em febre por todo o país.

Clique aqui e veja o vídeo com a saga de Joseph Klimber

CLASSE ABSOLUTA


CARLOS NAVAS
Quando o Samba Acabou: Dedicado a Mário Reis
Lua Music



Mário Reis (1907-1981) foi um dos maiores estilistas da música vocal brasileira. Com timbre suave, gravou discos antológicos entre os anos 30 e 70. O cantor Carlos Navas lhe presta merecido tributo através de Quando o Samba Acabou, produzido pelo próprio artista com direção musical de Ronaldo Rayol.

Navas tem voz igualmente doce, delicada e cheia de charme e ritmo, que se adapta com perfeição às canções gravadas por Mário Reis. O repertório do CD é excepcional, com clássicos como Filosofia (Noel Rosa/André Filho), Sabiá (Sinhô), Se Você Jurar (Francisco Alves/Ismael Silva/Nilton Bastos), Quando o Samba Acabou (Noel Rosa), Dorinha Meu Amor (José Francisco de Freitas) e Jura (Sinhô).

Na marcha Joujoux e Balangandãns (Lamartine Babo), o cantor faz dueto com Tetê Espíndola. Aliás, em determinados momentos dessa gravação em especial, a voz de Navas adquire timbre impressionantemente similar ao de Mário Reis. Mais um disco que certamente irá figurar entre os melhores de 2007.

PARA LEMBRAR O MAESTRO SOBERANO


CLAUDETTE SOARES
Foi a Noite: Canções de Tom Jobim
Lua Music



Claudette Soares é sinônimo de refinamento. Em mais de cinco décadas de carreira, mantém inalteradas a beleza da voz, a classe e a elegância, que agora empresta ao cancioneiro de Tom Jobim (1927-1994), em produção do competente jornalista e pesquisador Thiago Marques Luiz.

Com direção musical e arranjos do pianista Giba Estebez e seleção de repertório de Claudette e Thiago Marques, o CD é belíssimo. Um de seus grandes méritos, além da voz iluminada da cantora, é o de não se prender às canções mais conhecidas de Tom Jobim, mergulhando também em seu repertório pouco explorado.

Estão aqui obras como Foi a Noite (TomNewton Mendonça), Cala, Meu Amor (Tom/Vinícius de Moraes), Retrato em Branco e Preto (Tom/Chico Buarque), Sucedeu Assim (Tom/Marino Pinto) e, num pot-pourri em homenagem a Sylvinha Telles, grande amiga de Claudette, Discussão (Tom/Newton Mendonça), Samba Torto (Tom/Aloysio de Oliveira) e Eu Preciso de Você (Tom/Aloysio de Oliveira).

Há, também, duetos com Alaíde Costa em Sabiá (Tom/Chico Buarque) e com o inesquecível Dick Farney em Solidão (Tom/Alcides de Souza), este graças às modernas tecnologias de estúdio, com a voz de Dick extraída do disco Dick Farney e Você, lançado pela Odeon em 1974. Claudette Soares, como de costume, traz ao público uma obra de inestimável valor artístico.

MÚSICA E LETRA EM CASAMENTO PERFEITO


MARCELO VIANNA
Cai Dentro: A Música de Baden Powell e Paulo César Pinheiro
Lua Music



Marcelo Vianna é neto de Pixinguinha. Esse pedigree já seria suficiente para nos fazer supor que se trata de alguém que conhece música. Como se não bastasse, o rapaz tem talento. Nesse seu segundo disco, homenageia a parceria Baden Powell-Paulo César Pinheiro. Aliás, a infância do artista foi povoada por encontros saborosos na casa do avô entre este e o mago Baden.

Produzido por Ulisses Rocha, Marcelo Vianna, Caio Cezar e Philippe Baden Powell, o CD é primoroso. Marcelo Vianna tem um suíngue impressionante na voz, que se encaixa com perfeição nas soluções harmônicas velozes criadas ao violão pelo inesquecível Baden e na poesia precisa de Paulinho Pinheiro. Além do suíngue, canta muito o rapaz, ele tem o approach jazzístico que os sambas requerem.

O repertório, de primeira linha, tem maravilhas como Cai Dentro, Aviso Aos Navegantes, Figa de Guiné, Samba do Perdão, Refém da Solidão e duas inéditas, Pai e Encosta Pra Ver Se Dá. Um dos grnades discos do ano.

terça-feira, 28 de agosto de 2007

PAUL ANKA LANÇA CD DE DUETOS PARA COMEMORAR 50 ANOS DE CARREIRA


Está chegando nesta terça-feira ao mercado norte-americano o álbum Classic Songs: My Way, que marca as comemorações dos cinquenta anos de carreira do cantor e compositor canadense Paul Anka. Um dos grandes nomes do pop, Anka começou a gravar em 1957 na ABC-Paramount, passando em seguida para a RCA. Nos anos 70 viveu outra boa fase, desta vez na United Artists.

Entre seus maiores hits como intérprete estão Diana, Put Your Head On My Shoulder, You Are My Destiny e I Don't Like To Sleep Alone. Como compositor, teve êxito nas versões para o inglês da Lasser Moi Le Temps e Come D'Habitude, respectivamente Let Me Try Again e My Way, tornadas clássicas na voz de Frank Sinatra, e com She's a Lady, gravada por Tom Jones.

Classic Songs: My Way traz Paul Anka em duetos com, entre outros, Michael Bublé (em You Are My Destiny), Billy Joel (I Go To Extremes), Bob Seger (Against The Wind), Joni Mitchell (Both Sides Now), Jon Bon Jovi (se esgoelando em My Way), Lou Gramm (vocalista do Foreigner, em Waiting For a Girl Like You), o grupo Duran Duran (Ordinary World) e os modernosos The Killers (Mr. Brightside). O CD é da Decca, subsidiária da Universal Music, mas não há previsão de lançamento no Brasil, pelo menos por enquanto.

O REI DO ROMANCE POPULAR


WALDICK SORIANO
Ao Vivo
Som Livre



Um dos maiores ídolos populares deste país, o baiano Waldick Soriano, embora ausente dos grandes centros, segue se apresentando regularmente no Norte e Nordeste. Uma das maiores admiradoras do cantor e compositor é a atriz Patrícia Pillar, que decidiu produzir e dirigir um DVD com um grande show, gravado ao vivo no Centro Cultural Luiz Severiano Ribeiro, em Fortaleza, no final do ano passado.

Com produção do expert José Milton, o espetáculo é primoroso. Acompanhado por uma grande orquestra e cantando muito bem, Waldick revive todos os seus grandes sucessos diante de uma entusiasmada platéia. Entre as canções, Paixão De Um Homem, Eu Não Sou Cachorro Não, Tortura de Amor, Fujo de Ti, Vestida de Branco, A Carta, Perfume de Gardênia (versão do bolero clássico gravado originalmente por Bienvenido Granda) e Você Mudou Demais, esta em dueto com Claudia Barroso.

Nos extras, making of e cenas de ensaios do show. Um espetáculo que emociona e dá a verdadeira dimensão da importância de Waldick Soriano para a autêntica música do povo. O show sai também em CD.


Duração total: 80 minutos
Extras: ensaios, making of
Legendas: português
Áudio: Dolby Digital 5.1, Dolby Digital 2.0
Região 0 (roda em qualquer aparelho)

RECORDANDO GRANDES CANÇÕES


GUILHERME ARANTES
Intimidade
Som Livre



A série Intimidade, da Som Livre em parceria com o Canal Brasil, tem por objetivo trazer shows de grandes artistas em ambiente intimista, com os músicos cercados por amigos, em clima de total descontração. O escolhido para inaugurá-la é Guilherme Arantes. O cantor e compositor paulistano, atualmente vivendo em Salvador, revive alguns de seus maiores sucessos e mostra canções novas no estúdio de sua residência baiana.

Entre as canções, Um Dia, Um Adeus, Deixa Chover, Lance Legal, O Melhor Vai Começar, Fã Número 1, Cheia de Charme, Êxtase, Amanhã, Cuide-se Bem, Coisas do Brasil, Plenata Água e Pedacinhos. Como extras, Meu Mundo e Nada Mais, Lindo Balão Azul e as inéditas Blue Moon Para Sempre e Salvador, Primavera e Outono, esta na forma de clipe mostrando imagens de estúdio e pontos turísticos da capital baiana. Belo DVD, que inaugura uma série bastante interessante. Sai também em CD.


Duração total: 81 minutos
Extras: números musicais adicionais, making of, informações sobre o Instituto Planeta Água, instituição em defesa da ecologia criada por Guilherme Arantes
Áudio: Dolby Digital 5.1, Dolby Digital 2.0
Região 0 (roda em qualquer aparelho)

LEMBRANÇAS DE UM DIA HISTÓRICO


BARÃO VERMELHO
Rock in Rio 1985
MZASom Livre



Quando o Barão Vermelho – Cazuza (voz), Roberto Frejat (guitarra), Dé (baixo), Maurício Barros (teclados), Guto Goffi (bateria) – subiu ao palco para seu primeiro show no Rock in Rio 1, no dia 15 de janeiro de 1985, o Brasil vivia um momento especial. Naquela mesma data o colégio eleitoral escolhia Tancredo Neves como presidente da república, pondo fim à ditadura militar que durara 21 anos e começando a abertura política de modo definitivo. Era, pois, um dia de esperança num futuro efetivamente melhor. O que aconteceu depois, todo mundo certamente se lembra...

O Barão, à época com três discos lançados, desfrutava de enorme sucesso comercial, era uma das bandas mais populares do Brasil. Mas nem isso evitou que o quinteto subisse ao palco com um certo temor, pois as atrações anteriores da noite, Kid Abelha e Eduardo Dussek, fizeram seus shows debaixo de sonora vaia e sob uma saraivada de latas de cerveja e pedras. Mas com a banda as coisas foram diferentes. O desfile de hits e a postura rocker imediatamente acalmaram os ânimos e fizeram mais de duzentas mil pessoas literalmente cair na dança.


O grupo apresentou sucessos como Maior Abandonado, Beth Balanço, Por Quê a Gente é Assim?, Baby, Suporte, Subproduto de Rock, Mal Nenhum. O encerramento apoteótico, com Pro Dia Nascer Feliz, foi dedicado por Cazuza à ‘rapaziada esperta’, à juventude brasileira cheia de esperança. Um show histórico, que finalmente – e felizmente – chega ao DVD, com imagem e áudio restaurados digitalmente.

Como bônus, Um Dia na Vida, gravado no segundo show do Barão no Rock in Rio, em 20 de janeiro, e um documentário mesclando depoimentos atuais dos remanescentes da formação original e do produtor Ezaquiel Neves, e dos jornalistas Pedro Bial e Leda Nagle com imagens de arquivo da TV Globo. O show sai também em CD. Vale a pena, tanto do ponto de vista musical quanto histórico.


Duração total: 67 minutos
Extras: número gravado no segundo show do Barão no Rock in Rio, depoimentos
Legendas: português, inglês
Áudio: Dolby Digital 5.1, 2.0
Região 0 (roda em qualquer aparelho)

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

DVD TRIPLO TRARÁ O MELHOR DOS 40 ANOS DA CARREIRA SOLO DE PAUL McCARTNEY


No dia 12 de novembro será lançado em todo o mundo o DVD triplo The MaCartney Years, mapeando quatro décadas de carreira solo de Paul McCartney. Nos dois primeiros discos virão todos os clipes gravados até hoje pelo ex-beatle. São mais de quarenta vídeos, entre eles Maybe I'm Amazed, Band On The Run, No More Lonely Nights, My Brave Face, Silly Love Songs e Say Say Say (dueto com Michael Jackson), que poderão ser vistos em ordem cronológica ou em playlists criados pelo próprio artista. Haverá ainda, opção de acompanhá-los com comentários de McCartney.

O terceiro DVD terá trechos de performances históricas como o Unplugged, de 1991, o concerto do festival de Glastonbury, em 2004 e a versão de Let It Be no Live Aid, em 1985. Trará, ainda, entrevistas, versões alternativas de clipes e um documentário sobre as gravações do álbum Chaos And Creation In The Backyard, de 2005. As imagens estão sendo restauradas e o áudio remasterizado. The McCartney Years sairá pela Warner Music. Trata-se do mais completo apanhado da trajetória de Paul McCartney feito até hoje. Convenhamos, o Natal dos amantes da boa música e beatlemaníacos em geral está mais que garantido...

NOVO CD DE MARIA RITA SAI EM SETEMBRO


Samba Meu, terceiro CD de Maria Rita, está previsto para chegar às lojas no dia 17 de setembro pela Warner Music simultaneamente no Brasil, Portugal, Estados Unidos, México e Israel. Em outubro, será lançado na Inglaterra. Depois de ser produzida por Lenine em Segundo, a filha de Elis Regina e César Camargo Mariano lança um disco de sambas, assinado por ela e Leandro Sapucahy. O primeiro single, Tá Perdoado (Arlindo Cruz), já está nas rádios há cerca de vinte dias.

A expectativa do público é grande, assim como a da crítica. Afinal, teoricamente a cantora se propõe a um novo desafio ao fazer um projeto de sambas em co-produção com Sapucahy, músico que mescla o gênero a elementos de rap e hip hop, entre outras inovações. Ok, ela tenta se livrar das inevitáveis comparações com a mãe. Isso é válido. E já mostrou competência para cantar sambas como no primeiro disco, que trazia Cara Valente, de Marcelo Camelo, sucesso nas rádios.

Sinceramente, acho que está na hora de Maria Rita se definir quanto a um caminho. Seria a fusão de MPB tradcicional com ingredientes, digamos, mais 'contemporâneos' a opção adequada? Será essa a estrada definitiva? Tomara, pois pular constantemente de galho em galho pode ser perigoso...

A HISTÓRIA DA HISTÓRIA


DEEP PURPLE
Live At Montreux 2006
Eagle Vision/ST2



Quando recebi este novo DVD do Deep Purple, veio imediatamente a pergunta: 'Mais um do Purple em Montreux?'. Não que achasse ruim, pelo contrário. Mas não é a primeira vez que um show da banda inglesa gravado no mais importante festival de jazz de todo o mundo chega ao mercado. Já havia saído um com a apresentação de 1996. Ocorre que este espetáculo de 15 de julho de 2006 é muito especial. O DP foi chamado para encerrar a última noite da edição comemorativa de 40 anos do evento.

Nada mais justo. Calma... Você, defensor ferrenho do jazz, não precisa se exaltar. O fato é o seguinte: a canção mais conhecida do Deep Purple, Smoke On The Water, relata justamente a história da primeira passagem da banda pelo festival, em 1971. O plano era gravar o álbum Machine Head ao vivo, no Montreux Casino, sede do evento. Tudo corria bem até que, na véspera do show do Purple e da consequente gravação, um engraçadinho simplesmente colocou fogo no cassino, durante a apresentação de Frank Zappa e seu grupo, o Mothers Of Invention.

O incidente, claro, fez com que o cronograma fosse totalmente alterado. O Deep Purple foi prontamente socorrido por Claude Nobs, fundador e diretor do festival, que imediatamente providenciou outro local para a gravação do álbum. O episódio do incêndio inspirou a banda a criar a canção Smoke On The Water, que na letra cita textualmente o nome da cidade. Assim, não poderiam ser outros os convidados para encerrar a 40a edição.


Histórias à parte, o fato é que o quinteto fez um dos melhores shows de sua história. Ian Gillan (vocais), Steve Morse (guitarra), Roger Glover (baixo), Don Airey (teclados) e Ian Paice (bateria) estavam com todo o gás, apresentando versões arrasadoras de clássicos como Things I Never Said, Strange Kind Of Woman, Rapture Of The Deep, Kiss Tomorrow Goodbye, When a Blind Man Cries, Lazy e, claro, Smoke On The Water, esta precedida por um improviso puramente jazzístico sobre sua melodia.

O DVD é duplo, trazendo no segundo disco outro show do Purple na íntegra, no Hard Rock Café de Londres em outubro de 2005. No repertório dessa apresentação, entre outros temas, Fireball, I Got Your Number, Lazy, Perfect Strangers, Highway Star e Smoke On The Water. O show de Montreux sai também em CD. Vale o investimento, você pode comprar sem susto. Dá gosto ver uma grande banda tocando realmente com vontade e qualidade, não?


Duração total: 170 minutos
Extras: entrevistas com os integrantes do DP em Montreux
Áudio: DTS, Dolby Digital 5.1, Dolby Digital 2.0
Região 0 (roda em qualquer aparelho)

sábado, 25 de agosto de 2007

MENESTREL CHIQUE


BRYAN FERRY
Dylanesque Live: The London Sessions
Eagle Vision/ST2



No começo de 2007 Bryan Ferry lançou o belo Dylanesque, álbum somente com visões pessoais para canções de Bob Dylan. O cantor e compositor inglês, ex-líder do Roxy Music, vestiu os lamentos e contestações sociais do norte-americano com traje de gala. Arranjos sofisticados e interpretações sentidas foram o grande mérito do disco, seguramente um dos melhores do ano no segmento pop.

Agora chega o DVD, com todas as canções do álbum em versões ao vivo, gravadas em estúdio. Entre os números, comentários de Ferry sobre o porquê de cada escolha. As leituras, a exemplo do que ocorrera no CD, são emocionadas. O cantor soube descobrir novos caminhos para o cancioneiro de Bob Dylan. Entre os temas, All I Really Wanna Do, The Times They Are-A-Changin', Positively 4th Street, All Along The Watchtower, Knocking On Heaven's Door e Make You Feel My Love.

Os extras incluem If Not For You, Baby Let Me Follow You Down, Don't Think Twice, It's Alright (que não entrou no repertório do disco) e o clipe original de A Hard Rain's A-Gonna Fall, de 1973, que Bryan Ferry gravou em These Foolish Things, seu primeiro álbum-solo. Belas canções em abordagens de classe.


Duração total: 60 minutos
Extras: faixas-bônus e o clipe de A Hard Rain's A-Gonna Fall
Legendas: português, inglês, francês, espanhol
Áudio: DTS, Dolby Digital 5.1, Dolby Digital 2.0
Região 0 (roda em qualquer aparelho)

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

A VOZ DA ELEGÂNCIA


SILVIO CÉSAR
Música e Letra
Independente



Compositores dos mais sensíveis e cantor de reconhecido talento, o mineiro Silvio Cesar começou a carreira no início dos anos 60 como crooner do conjunto do organista Ed Lincoln no Rio de Janeiro. Em 1962 lançou seu primeiro LP, Amor Demais, esbanjando suíngue e exibindo belíssima voz. O primeiro sucesso veio já nesse disco, o samba O Que Eu Gosto de Você, do próprio Silvio em parceria com Ed Lincoln. A partir de meados daquela década passou a gravar também canções românticas, colecionando êxitos como Pra Você (sua marca registrada), Levante Os Olhos, Falar é Fácil, Vamos Dar As Mãos, Beco Sem Saída, A Mais Antiga Profissão, Eu Quero Que Você Morra, O Moço Velho. O Machão, Olhou Pra Mim e Você Não Tá Com Nada.

O cantor e compositor lança seu primeiro DVD, gravado ao vivo no Teatro Rival Petrobrás, no Rio de Janeiro, em 2005. No repertório, canções inéditas e clássicos como Pra Você, O Moço Velho, A Minha Prece de Amor, Vamos Dar As Mãos, Falar é Fácil e Palavras Mágicas. Participações especiais de Leny Andrade (em E Agora? e Loucura e Razão), Altay Veloso (numa seleção de sambas, entre eles O Que Eu Gosto de Você) e da jovem e talentosa Amanda Bravo (em Sim e Não). Sai também um CD com as mesmas canções do DVD, gravadas em estúdio. Estão disponíveis para venda edição dupla com DVD e CD, ou só o CD. Carisma, simpatia, elegância, uma grande voz e canções inesquecíveis e de qualidade dão o tom deste trabalho. Silvio Cesar é daqueles artistas que mereciam estar constantemente na mídia.

Como adquirir o DVD e o CD: www.silviocesar.com

PATTY ASCHER CANTA A BOSSA DE BURT BACHARACH NO BAR DO TOM


Neste domingo, 26 de agosto, às 19 horas, a cantora paulistana Patty Ascher apresenta no Bar do Tom, no Rio de Janeiro, o show de lançamento do CD Bacharach Bossa Club, com direção musical de Ronaldo Rayol e participação de Roberto Menescal, produtor do trabalho. No repertório, entre outros clássicos de Burt Bacharach, todos criados em parceria com o letrista Hal David nos anos 60, A House Is Not a Home, What The World Needs Now, One Less Bell To Answer, I Say a Little Prayer, Do You Know The Way To San Jose, This Guy’s In Love With You e temas de filmes como Alfie, Raindrops Keep Fallin’ On My Head (de Butch Cassidy & The Sundance Kid) e The Look Of Love (de Casino Royale).

Patty Ascher vem de família de músicos. É filha de Neno, ex-integrante dos Clevers, Incríveis e Jordans. Ou seja, cresceu ao som de boa música. Um dos autores que sempre lhe chamou atenção foi Burt Bacharach. Com o tempo, foi se aprofundando cada vez mais na obra do maestro, principalmente no período em que estudou em Nova York (fez mestrado em Marketing Educacional). De volta ao Brasil, decidiu encarar de vez a música como profissão. Gravou um CD de clássicos de MPB lançado no Japão e chegou à semi-final do Prêmio Visa de MPB em 1999. Há dois anos a cantora mostrou uma demo aos músicos do trio BossaCucaNova. Um deles, Márcio, levou o material para o pai, Roberto Menescal. Encantado com a voz de Patty Ascher, imediatamente a convidou para gravar um disco por seu selo, o Albatroz. “Menescal me ofereceu três projetos. Me decidi imediatamente por cantar canções de Burt Bacharach em levada de Bossa Nova, pois além de gostar muito delas, a transposição para outra atmosfera se constituía num grande desafio”, comenta.


Burt Bacharach foi fortemente influenciado pela música brasileira, mais especificamente Bossa Nova e baião, ritmos que conheceu quando de sua primeira vinda ao país, em 1959, como diretor musical da turnê de Marlene Dietrich. Canções como The Look Of Love e (There’s) Always Something There To Remind Me trazem marcação ritmica de, respectivamente, bossa e baião. “Foi trabalhoso chegarmos ao formato definitivo, pois alguns temas de Bacharach têm constantes quebras de ritmo, como A House Is Not a Home. Ficamos muito felizes com o resultado”, resume Patty Ascher. Com menos de um mês no mercado, Bacharach Bossa Club já é um dos campeões de downloads pagos na Uol Megastore.


SERVIÇO:
PATTY ASCHER - show de lançamento do CD BACHARACH BOSSA CLUB
Domingo, 26 de agosto, às 19 horas
Bar do Tom - R. Adalberto Ferreira, 32 - Leblon, Rio de Janeiro
Ingressos a R$ 50,00
Informações: (21) 2274 4022

SEXTA-FEIRA PAULISTANA TEM MÚSICA DE QUALIDADE EM DOSE DUPLA


A sexta-feira traz boas opções de shows para o público paulistano. Às 18h30, Bruna Caram sobe ao palco do projeto Jazz na Caixa, na agência Praça da Sé da Caixa Econômica Federal. Acompanhada por Alexandre Fontanetti (violões), Andrson Toledo (teclados) e Serginho Carvalho (bateria), a afinadíssima Bruna mostrará canções de Essa Menina, CD de estréia lançado pela Dabliú em 2006 e que acaba de sair no Japão pela gravadora JVC. A faixa-título, por sinal, é uma das mais executadas nas principais rádios nipônicas. O repertório do disco é composto por canções de Otávio Toledo. Entre elas, a cantora interpretará Um Blues, Palavras do Coração, Essa Menina, Fundo Falso e Escolta. Bruna Caram cantará, também, Correnteza, de Tom Jobim e Luiz Bonfá. Entrada franca.

SERVIÇO:
BRUNA CARAM - show no projeto Jazz na Caixa
Sexta, 24 de agosto, às 18h30
Caixa Econômica Federal - Praça da Sé, 111 - Centro, SP
Entrada franca
Informações: (11) 3221 4400



Às 21 horas o cantor e compositor Luiz Tatit apresenta, no teatro do Sesc Vila Mariana, o show de lançamento de Rodopio, seu primeiro DVD, que sai pela Dabliú. Tatit começou a carreira no final dos anos 70 como integrante do Rumo, um dos principais grupos da Vanguarda Paulistana, formada por músicos que se apresentavam no Teatro Lira Paulistana, no bairro de Pinheiros. O show terá participações especiais de Ná Ozzetti, Dante Ozzetti e Suzana Salles.

LUIZ TATIT - show de lançamento do DVD Rodopio
Sexta, 24 de agosto, às 21 horas
Teatro do Sesc Vila Mariana - Rua Pelotas, 141 - Vila Mariana, SP
Ingressos de R$ 10,00 a R$ 30,00
Informações: (11) 5080 3000

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

CANÇÕES INESQUECÍVEIS


TUTTO SAN REMO ITALIANO
TUTTO SAN REMO INTERNACIONAL
Vários Intérpretes
Central Park Music/Gema



A música romântica italiana se tornou verdadeira febre no Brasil a partir de meados dos anos 60, com o lançamento maciço de discos de artistas como Gianni Morandi, Domenico Modugno, Gigliola Cinquetti, Nico Fidenco, Pino Donaggio, Ornella Vanoni, Gino Paoli, Edoardo Vianello, Sergio Endrigo, Rita Pavone, Peppino Di Capri e muitos, muitos outros. O principal polo de difusão dessa música tão especial e de enorme qualidade era o Festival de San Remo.

A fama do evento como reveladora de sucessos permanece até hoje. O Festival de San Remo nasceu em 1951. Durante os sete primeiros anos foi transmitido somente por rádio. A partir de 1959 passou a ser veiculado pela televisão. Pelos palcos do Casino San Remo e, mais recentemente, do Teatro Ariston passaram todos os grandes artistas populares e os novos talentos da música italiana, além de atrações internacionais.

No Brasil, o festival tem um representante oficial: o cantor, compositor, radialista e produtor Dick Danello. Italiano de nascimento, Dick começou a gravar em 1965, sempre conectado com o que acontece em San Remo. Além de ser o detentor dos direitos exclusivos de veiculação das imagens do festival no Brasil, tem prioridade para gravar as canções campeãs da competição. Danello já apresentou programas de TV sobre San Remo em emissoras como Gazeta, Record, Bandeirantes, RedeTV!, Manchete e CNT. Hoje comanda pela Rádio Trianon AM (740 KHz AM, São Paulo) aos sábados, das 9 às 10 da manhã, o Parlando D'Amore, dedicado exclusivamente ao melhor da canção italiana.


Danello está lançando dois DVDs com grandes momentos do Festival de San Remo nos anos 90. Tutto San Remo Italiano tem as primeiras performances de canções que se tornaram clássicas, entre elas Con Te Partiró (com Andrea Bocelli), La Solitudine (Laura Pausini) e Cantare é D'Amore (Amedeo Minghi). Há também apresentações de Patty Pravo, Biagio Antonacci, Anna Oxa, Giorgia, Nek, Paolo Vallesi e Barbara Cola (em dueto com Gianni Morandi).

Tutto San Remo Internacional vem com participações de astros internacionais convidados como Alanis Morissette (You Oughta Know), Phil Collins (Everyday), Michael Bolton (When a Man Loves a Woman), Bon Jovi (Lie To Me), Mireille Mathieu (La Vie En Rose), Duran Duran (White Lines) e Elton John (Don't Go Breaking My Heart, dueto com a transformista e apresentadora de TV Ru Paul). O áudio dos DVDs sai também em CD. Em breve virá um terceiro volume com raridades e clássicos de San Remo. Estes DVDs são ítens obrigatórios em qualquer acervo de qualidade!

Duração de cada DVD: 66 minutos
Áudio: Dolby Digital 5.1, Dolby Digital 2.0
Região 0 (rodam em qualquer aparelho)

ROCK & ATITUDE


Uma das melhores coisas que podem acontecer na vida é ter agradáveis surpresas. Foi o que ocorreu comigo quando, há algumas semanas, um amigo entrou em contato perguntando se eu tinha interesse em levar ao Vitrola, que apresento com Adriana de Rosa na allTV, uma dupla especializada em rockabilly e classic rock. Topei de imediato, mesmo sem conhecer o som dos músicos. O desafio me parecia estimulante.

Valeu a pena correr o risco. Fui apresentado a Wanice Ferry e Leandro Martins que formam a Jack Jeans, sensacional dupla que cultua o bom e velho rock. Além de serem grandes artistas, Wanice e Leandro têm total identidade com o que cantam. Conhecem as histórias das canções, dos autores, dos intérpretes que as gravaram. E mostram entusiasmo com isso.

Não bastassem todos esses predicados, se apresentam com visual deliciosamente retrô. No repertório, maravilhas como Why Do Fools Fall In Love (Frankie Lymon & The Teenagers), Crying In The Rain (de Carole King e Howard Greenfield, lançada pelos Everly Brothers), clássicos nacionais do naipe de Biquini de Bolinha Amarelinho (Ronnie Cord) e É Proibido Fumar (Roberto Carlos) e até soul music vertida para a atmosfera do rockabilly, caso de Hit The Road Jack (Ray Charles).

Wanice Ferry e Leandro Martins são cariocas mas vivem em São Paulo. Apresentam-se todas as terças-feiras das 21 horas à meia-noite com formação voz & violão no restaurante Hakka Sushi - www.hakkasushi.com.br -, e às quartas, das 18 às 21 horas, com a Jack Jeans completa n'O Bar Baro - www.obarbaro.com.br -, com a presença dos bailarinos do AeroRockers, vestidos à caráter e dispostos a ensinar quem quiser aprender como se dança o verdadeiro rock'n'roll. Garanto a vocês que são programas deliciosos, regados a boa música, talento e carisma.


Como conhecer o som da Jack Jeans: www.jackjeans.com

Como ver e ouvir a Jack Jeans ao vivo:
Hakka Sushi - Rua Gomes de Carvalho, 1145 - Vila Olímpia, SP - (11) 3044 6544 - terças-feiras, das 21 horas à meia-noite
O Bar Baro - Rua Pequetita, 179 - Vila Olímpia, SP - (11) 3842 6861 - (11) 3045 6957 - quartas-feiras, das 18 às 21 horas

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

BOSSA UNIVERSAL


LUCIANA SOUZA
The New Bossa Nova
Verve/Universal



A proposta do novo CD da brasileira Luciana Souza é bem interessante: verter clássicos pop para a atmosfera da Bossa Nova. A cantora o faz com qualidade, que por sinal vem de berço. Ela é filha de Walter Santos e Tereza Souza, compositores paulistas que marcaram a segunda geração da Bossa e criaram um dos mais importantes estúdios brasileiros, o NossoEstúdio, sem falar na gravadora Som da Gente, infelizmente desativada (aliás, onde está o valiosíssimo acervo do selo, até hoje não disponibilizado em CD, salvo raríssimas exceções?).

Com oito anos de disco, Luciana já foi indicada três vezes ao Grammy. Seu belo timbre lhe permite navegar com segurança por terrenos distintos como pop, Bossa Nova e jazz. Em sua estréia no lendário selo Verve, interpreta grandes canções como Down To You (Joni Mitchell), Here It Is (Leonard Cohen), When We Dance (Sting), I Can Let Go Now (Michael McDonald), Living Without You (Randy Newman), Were You Blind That Day (de Walter Becker e Donald Fagen, o duo Steely Dan) e a deslumbrante God Only Knows (de Brian Wilson, do lendário álbum Pet Sounds, dos Beach Boys, que revolucionou a música pop em 1966).

Em Never Die Young, Luciana Souza divide microfone com o autor, o grande James Taylor. O produtor do CD, Larry Klein, um dos mais requisitados da música americana, assina as duas canções inéditas, You And The Girl e Love Is For Strangers, parcerias respectivamente com a própria Luciana Souza e Walter Becker. Arrematando o repertório, Waters of March, versão em inglês de Águas de Março (Tom Jobim). Trabalho sóbrio e de alto nível.

domingo, 19 de agosto de 2007

PARA VER E OUVIR DE JOELHOS!


Quem está ou estiver no Rio de Janeiro na próxima terça-feira, 21 de agosto, tem programa obrigatório: o show de lançamento do primoroso Amor Blue, CD de Sueli Costa, na Sala Baden Powell, em Copacabana. O espetáculo terá participação especial de Fernanda Cunha, Daniel Gonzaga e Celso Fonseca, que também estão no CD. Sueli estará no piano e voz e será acompanhada por Zé Carlos (violão), Rodrigo Villa (baixo) e Robertinho Silva (bateria). Um evento imperdível!

AMOR BLUE, O CD - Sueli Costa é uma das melhores melodistas do Brasil. Como se não bastasse, vez por outra se arrisca nas letras, sempre de modo brilhante. Ainda por cima, é uma das compositoras mais gravadas pela nata da MPB. Ela própria não grava com a frequência que gostariam os ávidos por boa música. Mas quando o faz, o resultado é nunca menos que emocionante.

Em Amor Blue, produção independente, estão parcerias com Paulo Mendonça, Luiz Sérgio Henriques, Ana Terra, Carlinhos Vergueiro, Fausto Nilo, Paulo César Pinheiro, Paulo Emílio, Abel Silva e a jornalista Ana Maria Bahiana. Há, também, Sim, Sei Bem, poema de Fernando Pessoa musicado por Sueli.

A compositora traz algumas canções em que assina letra e melodia, casos de Bem Vindo, Elizeth (homenagem a Elizeth Cardoso) e da bossa Amor Blue, esta com Celso Fonseca nos vocais. O rol de convidados inclui, além do compositor e violonista, Simone, Nana Caymmi e Maria Bethânia, as três cantoras que mais gravaram Sueli Costa até hoje, Elas estão, respectivamente, em Porque Te Amo, Cantiga do Vento e Sim, Sei Bem.

Estão presentes, ainda, Fernanda Cunha, sobrinha de Sueli e produtora do CD, em Luz da Esperança, e Daniel Gonzaga, em Calma. Em todas as outras faixas, Sueli assume os vocais com simplicidade e segurança. Trabalho de quem sabe o que faz. O CD estará à venda na Sala Baden Powell.


SERVIÇO:
SUELI COSTA - show de lançamento do CD Amor Blue
Dia 21 de agosto, às 19h30
Sala Baden Powell - Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - Rio de Janeiro
Ingressos a R$ 10,00
Informações: (21) 2548 0421


Site oficial de Sueli Costa: www.suelicosta.com.br

ÍDOLOS 2007 E OUTRAS REFLEXÕES...


Encerrada a segunda edição do reality show Ídolos, chega o momento de refletir. Na minha opinião, a vitória da paranaense Thaeme Mariôto foi incontestável no que diz respeito à disputa com a paulista Shirley Carvalho. O fato é simples: a campeã tem o perfil de um ídolo pop, já a segunda colocada não possui carisma, embora seja boa cantora.

Antes da final, ocorreram alguns 'acidentes de percurso' como a eliminação de Davi Lins, considerada injusta pelo público e por Thomas Roth, Cyz, Arnaldo Saccomani e Carlos Eduardo Miranda, os jurados. Thomas, meu amigo pessoal, chegou a declarar publicamente sua preferência por Davi ao ser entrevistado em 1o. de julho no Vitrola, programa que produzo e apresento ao lado da jornalista Adriana de Rosa na allTV.

Shirley Carvalho vinha de um problema sério na carreira. Vencedora do concurso de calouros do Programa Raul Gil, simplesmente não ganhou o prêmio, que era a gravação de um CD. Chegou ao Ídolos disposta a recomeçar e foi até a final. Mas faltou aquele 'algo mais'. De fato, é uma boa cantora, mas não tem nem de longe o perfil que interessa hoje ao mercado fonográfico. Vale lembrar que os vencedores do reality show co-produzido pelo SBT e Freemantle Media assinam contrato com a major Sony BMG. Foi assim com Leandro Lopes, vencedor da primeira edição em 2006, será assim com Thaeme Mariôto.

Penso que o Ídolos é um programa mais justo que, por exemplo, o Fama, produzido durante três anos pela Globo, que confinava os candidatos numa 'academia' na qual eram treinados para se transformar em cantores prontos para o mercado. Vários artistas que passaram por aquele reality show chegaram a gravar discos, casos de Hugo & Thiago, Cídia & Dan, Wanessa Jackson, João Sabiá, Marcos Vinícius e Fábio Souza. Mas somente duas cantoras conseguiram efetivamente fazer sucesso e se projetar: as potiguares Roberta Sá e Marina Elali.


Roberta Sá seguiu fiel às suas origens, mantendo-se no campo da MPB. Como ela própria me disse em entrevista há duas semanas, o Fama foi apenas um rito de passagem, pouco ou nada lhe acrescentando em termos de possibilidades profissionais. 'Seguiria pelo caminho que estou mesmo sem o programa', afirmou na ocasião. Marina Elali (foto) efetivamente se tornou uma estrela pop, com um disco de sucesso e músicas em novelas e minisséries - Você, de Roberto e Erasmo Carlos, na trilha de América, One Last Cry, releitura de uma canção gravada originalmente por Brian McKnight, em Páginas da Vida e Sabiá, de Luiz Gonzaga e do avô da cantora, Zé Dantas, na minissérie Amazônia. Ela sempre quis ser uma estrela pop, estudou e se preparou para tanto. O CD de Marina chegou a Disco de Ouro. Ela agora está em estúdio preparando o segundo álbum, e já tem nova música em novela - Eu Vou Seguir, versão de Reach, da cubana Gloria Estefan, canção-tema dos Jogos Olímpicos de Atlanta em 1996.

Para mim, o Ídolos permite que os cantores se mostrem como são, e se mantenham fiéis aos gêneros que decidiram abraçar, ao contrário do Fama. Quanto ao Popstars, outra iniciativa do SBT que gerou os finados grupos Rouge e Br'oz, nada a declarar. Era iniciativa com prazo de validade estabelecido. Já o programa de Raul Gil anuncia a volta do concurso Quem Sabe Canta, Quem Não Sabe Dança, o mesmo que há alguns anos revelou cantores como Rinaldo Viana, Érika Rodrigues, Robinson Monteiro, Alexandre Arez, Leila Moreno, Kelly Moore, Liriel Domiciano e André Leono. Todos gravaram discos e conseguiram bons índices de vendagem.

No momento, somente Robinson Monteiro (foto) e Alexandre Arez estão com novos discos, o primeiro no segmento gospel e o segundo na linha do bolero que sempre seguiu. Rinaldo Viana prepara novo disco. Leila Moreno está na banda do programa Altas Horas e fez recentemente o seriado e o filme Antônia. Kelly Moore canta na noite paulistana. Érika Rodrigues e Liriel Domiciano procuram gravadora. André Leono está sumido. Espero sinceramente que todos se recoloquem, pois têm talento. Considero válidas iniciativas como as de Raul Gil - desde que não ocorram injustiças como no caso citado de Shirley Carvalho, que ganhou mas não levou - e o Ídolos. E acho que a mídia precisa parar com essa nefasta mania de discriminar valores revelados por esses concursos. Afinal, não custa lembrar que grandes nomes da música brasileira começaram em programas de calouros, casos de Elza Soares, Elis Regina e Emílio Santiago, apenas para citar alguns. Talentos existem aos montes. Tomara que todos os bons artistas consigam se projetar e se manter fiéis às suas convicções artísticas...

DIONNE WARWICK FAZ CD E DVD COM GRANDES NOMES DA MÚSICA BRASILEIRA


A cantora Dionne Warwick, uma das deusas da música norte-americana, está novamente no Brasil. Trazida pelo empresário Manoel Poladian, Dionne já se apresentou em Porto Alegre e Rio de Janeiro e passará ainda por São Paulo, Brasília, Belo Horizonte, Santos, Bauru e Curitiba. No show do próximo dia 21 na Via Funchal, em São Paulo, a intérprete gravará um CD e DVD ao vivo com participação especial de Ivan Lins, Gilberto Gil, Gal Costa, Simone, Jorge Benjor, Emilio Santiago e do baterista Téo Lima. Dividirá microfone também com a neta, Cheyenne Elliott.

Dionne Warwick completa 45 anos de carreira em 2007. Foi descoberta pelo maestro, arranjador e compositor Burt Bacharach em 1962 durante uma gravação dos Drifters de Mexican Divorce, canção dele e Bob Hilliard. Dionne era uma das backing vocalists. Impressionado com a qualidade da voz da cantora, Bacharach a levou imediatamente para a Scepter Records, da qual era um dos diretores artísticos, e convenceu a dona da gravadora, Florence Greenberg, a contratá-la. A partir daí, Dionne Warwick tornou-se a 'voz oficial' das canções de Burt Bacharach, principalmente as com letra de Hal David. O resto é história...


SERVIÇO:
DIONNE WARWICK - show de gravação de CD e DVD
Dia 21 de agosto, às 21h30
Via Funchal - Rua Funchal, 65 - São Paulo
Ingressos de R$ 80,00 a R$ 300,00
Informações: (11) 3188 4148

sábado, 18 de agosto de 2007

MARIANNA LEPORACE GRAVA DVD E É ATRAÇÃO DO PROJETO PIXINGUINHA 2007


A cantora carioca Marianna Leporace grava nos dias 24 e 25 de agosto, a partir das 20 horas na Sala Baden Powell, no Rio de Janeiro, seu primeiro DVD, Marianna Leporace Canta Baden Powell, que será lançado até o final do ano pela Mills Records, gravadora responsável também pelo CD com o mesmo título, que chegou ao mercado no primeiro semestre deste ano.

Nos dois shows Marianna será acompanhada por Sheila Zagury (piano), Fernando Leporace (baixo), Murilo O'Reilly (percussão) e Cacá Colon (bateria), com participações especiais de Célia Vaz, Williams Pereira e Alain Pierre (violões), David Ganc (flauta) e das cantoras Cacala Carvalho e Eliane Tassis, que formam com a anfitriã o trio Folia de 3. Ao mesmo tempo em que se prepara para a gravação do DVD, Marianna recebe a notícia de que foi uma das escolhidas para a maratona de shows do Projeto Pixinguinha 2007, que começa a correr o Brasil a partir de setembro.

Recentemente, Marianna Leporace gravou participação no programa de Hebe Camargo, no SBT, interpretando o samba Lapinha (Baden Powell/Paulo César Pinheiro), do CD Marianna Leporace Interpreta Baden Powell. Na ocasião, a intérprete encantou os outros convidados do programa, entre eles o cantor e compositor Silvio César e a cantora Claudia Leitte, do grupo Babado Novo. A gravação será exibida em setembro, em data a ser divulgada. E nesta terça-feira, 21 de agosto, a cantora estará no programa Sr. Brasil, apresentado por Rolando Boldrin na TV Cultura de São Paulo, interpretando Refém da Solidão (Baden Powell/Paulo César Pinheiro), acompanhada por Marcel Powell (violão). O Sr. Brasil vai ao ar às 22h40, com reprise aos domingos às 10 horas da manhã.


SERVIÇO:
MARIANNA LEPORACE CANTA BADEN POWELL - gravação do DVD
Dias 24 e 25 de agosto, às 20 horas
Sala Baden Powell - Av. Nossa Senhora de Copacabana, 360 - Rio de Janeiro
Ingressos a R$ 10,00
Informações: (21) 2548 0421

CRISTAIS NA GARGANTA


VÂNIA BASTOS
Tocar na Banda
Dabliú



Uma de nossas melhores cantoras, Vânia Bastos estava longe do disco há cinco anos. Nesse período, a paulista de Ourinhos seguiu fazendo shows por todo o país, sempre com repertório refinado. Um desses espetáculos, realizado no teatro do Sesc Vila Mariana, em São Paulo, no final de 2005, dá origem a um novo e belo CD, e também seu primeiro DVD.

Acompanhada por grandes músicos - Fábio Torres (piano, direção musical), Kleber Costa (baixo, violão), Regina Vasconcellos (cello), Guello (percussão), Jorge Saavedra (bateria) -, Vânia coloca sua voz cristalina a serviço de repertório da mais alta qualidade, pinçado entre canções gravadas ao longo da carreira, clássicos e novidades.

Estão aqui temas como o bolero Paulista (Eduardo Gudin/José Carlos Costa Netto), a toada Sonora Garoa (Passoca), o samba Esse Rapaz (Eduardo Gudin), as marchas A Filha da Chiquita Bacana (Caetano Veloso) e Frou Frou (Rita Lee/Roberto de Carvalho) e o maxixe Tocar na Banda (Adoniran Barbosa). Vânia traz, também, standards pop como Certas Coisas (Lulu Santos/Nelson Motta) e Dois Rios (Samuel Rosa/Lô Borges/Nando Reis), o blues Eternamente (Tunai/Sérgio Natureza/Liliane) e os sambas clássicos A Vizinha do Lado (Dorival Caymmi) e Chegou a Bonitona (Geraldo Pereira/J. Batista).

Todas as canções vêm impregnadas da brejeirice e elegância costumeiras dos trabalhos de Vânia Bastos, pautados sempre por qualidade e bom gosto.


Duração total: 91 minutos
Extras: making of, faixas bônus, biografia, discografia
Legendas: português, inglês
Áudio: Dolby Digital 5.1, Dolby Digital 2.0
Região 0 (roda em qualquer aparelho

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O AMOR DESCOMPLICADO


ANDRÉA DUTRA & MARCUS NABUCO
O Amor De Uns Tempos Pra Cá
Saladesom/Brazilmúsica!



Andréa Dutra, uma das mais experientes cantoras cariocas da cena presente, lança seu primeiro CD como solista (é integrante do grupo Arranco de Varsóvia, que trabalha basicamente com samba). Neste trabalho, interpreta somente canções de amor, acompanhada pelo violonista Marcus Nabuco.

Vocal e violão se encaixam com perfeição em repertório primoroso, com destaque para Segredo (Frejat), originalmente uma balada, mas que aqui surge como Bossa Nova, A Linha e o Linho (Gilberto Gil), Paixão (Kledir Ramil), Nascente (Flávio Venturini/Murilo Antunes), Leão Ferido (Biafra/Dalto), A Medida da Paixão (Lenine), Esperando Aviões (Vander Lee) e Não Deveria Se Chamar Amor (Moska), esta numa interpretação arrepiante da cantora.

Andréa Dutra tem timbre delicioso e é intérprete de afinação absoluta. O violão de Marcus Nabuco é suingado e preciso. Voz e instrumento trazem o amor na visão de autores contemporâneos, e o fazem com simplicidade e leveza. Um dos grandes discos de 2007.

A VOZ DO VIOLÃO


MARIANNA LEPORACE
Marianna Leporace Canta Baden Powell
Mills Records



Uma das tarefas mais difíceis para qualquer cantora ou cantor brasileiro reside na interpretação das composições de Baden Powell. As harmonias do inesquecível violonista são extremamente intrincadas, requerem verdadeiros malabarismos vocais. A carioca Marianna Leporace empreende a missão com categoria e competência.

Concebido originalmente para o mercado japonês, Marianna Leporace Canta Baden Powell, que sai agora no Brasil, é um álbum primoroso. Produzido por Kazuo Yoshida e Tatiana Horácio com direção musical de Alain Pierre, foi gravado no Rio de Janeiro em 2005. Acompanhada por um timaço de músicos, entre eles os dois filhos de Baden, o violonista Marcel e o pianista Philippe, também arranjadores, Marianna interpreta com emoção, balanço e afinação absolutos clássicos como Cai Dentro (Baden/Paulo César Pinheiro), Samba da Benção (Baden/Vinícius de Moraes), Pra Que Chorar (Baden/Vinícius), Berimbau (Baden/Vinícius), Lapinha (Baden/Paulo César Pinheiro), Tempo Feliz (Baden/Vinícius) e Apelo (Baden/Vinícius). Grandes temas numa voz impecável.