quinta-feira, 16 de agosto de 2007

QUE BELO EXATO MODO DE SE FAZER UM DISCO...


ROBERTA SÁ
Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria
MP,B/Universal


Toda unanimidade é burra. Porém, toda regra tem exceção. Assim sendo, Roberta Sá é unanimidade inteligente. A potiguar é, seguramente, uma das maiores cantoras brasileiras. Chega ao segundo disco com prestígio consolidado, número de fãs cada vez maior e a segurança de uma veterana. Que Belo Estranho Dia Pra Se Ter Alegria é um dos melhores trabalhos de Música Popular Brasileira dos últimos tempos.

Produzido por Rodrigo Campello, responsável também por Braseiro, estréia de Roberta, o CD tem basicamente sambas, entre inéditos e resgates, todos emoldurados por uma voz segura e brejeira, repleta de suíngue e com afinação absoluta. Os clássicos são Alô Fevereiro, de Sidney Miller, sucesso na voz de Dóris Monteiro, e Interessa?, de Carvalhinho, gravado originalmente por Linda Batista. Na abordagem de Roberta Sá, os dois sambas revivem com graça e sutileza.

O rol de inéditas é igualmente de qualidade. Janeiros (Roberta e Pedro Luís), Mais Alguém (Moreno Veloso/Quito Ribeiro), Samba De Um Minuto (Rodrigo Maranhão) e Samba de Amor e Ódio (Pedro Luís e Carlos Rennó) mesclam com precisão elementos do samba clássico com a modernidade, em resultados no mínimo muito interessantes.

No sensacional frevo Fogo e Gasolina (Pedro Luís e Carlos Rennó), Roberta Sá divide vocais com Lenine. Ela grava também um grande samba do baiano Roque Ferreira, Laranjeira, que remete o ouvinte a uma roda das mais animadas. Faro, talento e capacidade fazem de Roberta Sá uma unanimidade. Das mais inteligentes.

Um comentário:

DIL disse...

Roberta Sá, cantora de primeira linha da nossa MPB. Não tenho medo de afirmar que ela e Marisa M onte são atualemnte as duas melhores cantoras do Brasil. Dilson Maffei.